24 de fevereiro de 2016

O PRIMEIRO DESAFIO DE FUTEBOL EM FAFE


A Praça do Brasil (Feira-Velha) no início dos anos 20


Em inícios dos anos 20 do século passado, foram constituídos, em Fafe, dois "Grupos de Futebol": O "Onze Desportivo de Fafe" e o "Grupo Sportivo Fafense".
Estas duas equipas pioneiras disputaram o seu primeiro jogo no terreiro da  Praça do Brasil (Feira-Velha), no domingo, 8 de Março de 1924.

Foi um desafio animado, com muito público, em que o "Onze de Fafe" ganhou por 4-1.

No domingo seguinte, realizou-se a desforra e o "Sportivo Fafense voltou a perder por 2-1.

Iniciava-se, assim, a prática mais ou menos organizada do futebol em Fafe.

18 de janeiro de 2016

CAPELA DA LUZ EM FORNELOS




A Capela particular da Luz, pertencente à Casa da Quintã da Luz, localizada frente ao Solar homónimo, está a ser desmontada para ser reerguida em local mais visível, do lado oposto da Estrada Nacional nº 207, na confluência da cerca do terreiro do solar, com traseiras voltadas para a Travessa Fidalgo da Luz.

Esta intervenção está a ser realizada por Carlos Vieira, actual proprietário do Solar, em fase final de  restauro.




Interior da Capela da Luz em 1990 e 2011




Lembre-se que a pequena capela, da primeira metade do século XVII, supostamente datada de 1632, encontrava-se escondida,  ameaçada de ruína, sofrendo, em 2011,  um acto de vandalismo que destruiu o seu interior, perdendo-se o belo retábulo do altar e outro recheio.
Com esta intervenção, uma das mais antigas capelas do concelho de Fafe ganhará, certamente, a dignidade e visibilidade que merece, pela iniciativa de um particular que investiu na sua terra, resgatando um belíssimo conjunto arquitectónico, repleto de história, que valoriza a freguesia de Fornelos, o concelho de Fafe e toda a região. 

14 de janeiro de 2016

PALACETE DO CENTRO DE EMPREGO AMEAÇADO AOS 104 ANOS



Há anos sem ser utilizado. O palacete anexo ao Centro de Emprego de Fafe, na rua José Cardoso Vieira de Castro, encontra-se votado ao abandono e os elementos naturais de erosão, vão desgastando o imóvel.

Este belo exemplar de Arte Nova com inspiração francesa foi mandado construir em 1912 por Manuel Rodrigues Alves, natural do Porto e que viria a casar com a poetisa fafense Soledade Summavielle Soares, neta paterna do ilustre “brasileiro” de torna viagem, José Florêncio Soares e de Maria Teresa da Costa, primeiros proprietários de outro extraordinário imóvel de influência brasileira, também devoluto, localizado mesmo em frente ao Teatro-Cinema local.



Nos anos 60, José Summavielle Soares recebeu a casa por herança, vendendo-a mais tarde a Alberto Leite Dantas.

Em 1984 o executivo camarário promoveu a classificação do palacete como “Imóvel de Interesse Concelhio”, pelo seu “interesse e valor ao nível artístico, histórico e cultural”.

A Câmara Municipal chegou a fazer um projecto visando a recuperação do imóvel, orçado em 130.000.000 escudos. Outra hipótese era uma intervenção parcial que custaria 70.000 contos. Nenhuma das intenções foi viabilizada e a “nobre casa” acabou por ser adquirida, em 1986, pelo Ministério do Trabalho para instalação do Centro de Emprego e Formação Profissional de Fafe, construindo-se um edifício de raiz na zona das antigas cavalariças da casa, ficando o imóvel principal, praticante sem utilidade.



Na época em que este palacete foi construído (1912), alguma imprensa local referiu-o como “a mais luxuosa moradia da vila, com todas as condições para se viver regaladamente”.

É, de facto um raro exemplar de Arte Nova, construído em alvenaria, madeira e ferro forjado. Apresenta painéis de azulejos e pinturas decorativas, essencialmente, paisagens e motivos vegetalistas.

No ano que completa 104 anos, um dos mais emblemáticos e valiosos imóveis históricos da cidade, em pleno centro urbano, encontra-se votado ao abandono, aguardando uma recuperação que dignifique o seu indiscutível valor histórico e patrimonial.





9 de janeiro de 2016

DAY OF THE LORDS ASSINARAM COM EDITORA


 A Banda fafense  Day of the Lords inspirada no Rock n' Roll, Blues Rock e em  algum Rock Psicadélico, acaba de assinar com a editora Cadeia Amarela, uma parceria que visa encetar novos projectos e promover esta jovem Banda  com Michel Oliveira no baixo, Vitor Silva na bateria, Ricardo Falcão na guitarra e João Sousa na guitarra e na voz.

Day of the Lords gravaram em Setembro de 2013 os seus primeiros dois temas "Half Lies" e "Solution" no Output Studios em Fafe e a 12 de Janeiro de 2015 a lançam o primeiro EP
"Burn & Proceed".

CONCERTOS EM JANEIRO

Dia 16 – Rio Liveconcept em Bragança
Dia 23 – Feedback Café Bar em Fafe


22 de dezembro de 2015

EMPREENDEDORES DA CERVEJA ARTESANAL “FANFE” A POUCOS EUROS DE DAR O SALTO



Fafe tem uma cerveja registada. “Fanfe” é o nome escolhido pelos quatro jovens empreendedores fafenses que, no momento, estão limitados ao fabrico de 25 litros da nova cerveja.

Para dar continuidade ao projecto e aumentar significativamente a produção, é necessário um investimento mínimo de 1.300 euros que os promotores esperam conseguir com a campanha de crowdfunding  que já conseguiu angariar 800 euros e decorre até ás 18 horas do dia 20 de Janeiro.

Fafe não pode descartar esta iniciativa.

Invista neste projecto  inovador.

Veja a campanha aqui:









Com Fafe ninguém Fanfe. É no seio desta terra de tradições, lemas e culturas que nasce a FANFE® – a primeira cerveja artesanal de Fafe.
Quatro amigos, unidos pela paixão pela cerveja e pelo amor à terra que os viu nascer e crescer, são os criadores deste projeto. A Cerveja FANFE® é à data, uma marca nacional registada, ainda por comercializar em estabelecimentos públicos, procurando dar o próximo passo no ramo cervejeiro. Para tal, precisamos do vosso inigualável apoio.

A FANFE® não é apenas uma cerveja artesanal de qualidade. Assume como missão a criação de uma cerveja artesanal de referência que, por si só, possa elevar o nome da cidade de Fafe a outras fasquias. Fafe, terra de tradição, terra de cultura, terra de gastronomia, terra justa. O vídeo que acompanha esta campanha não poderia ser mais transparente. Cada uma das influências que fazem com que Fafe seja Fafe e nada mais está indissociavelmente incorporado nas raízes da nossa cerveja. Fafe é Fafe, mas também é FANFE®. Não queremos ser apenas uma cerveja, queremos ser uma bandeira.

16 de dezembro de 2015

FESTA DE NATAL LEÕES DO FERRO PINÓQUIO TRIUNFOU NO TEATRO-CINEMA



O Teatro-Cinema de Fafe encheu de público na tarde de domingo, 13 de Dezembro, para assistir ao espectáculo de Natal do Grupo Leões do Ferro, que este ano adoptou a figura imortal de Pinóquio, uma personagem fictícia criada em 1883 pelo escritor italiano Carlo Collodi.

Mais de 50 artistas, de todas as idades, subiram ao palco para apresentarem números de dança, de géneros variados, para deslumbramento do público presente que se deixou encantar com a história do menino irreverente, feito de madeira e de vistosas actuações com coreografias bem conseguidas, fruto da Escola da Associação, que nada ficam a dever a muitos espectáculos profissionais que vimos por aí.

Mais uma vez, este grupo da "Fábrica do Ferro", triunfou apresentando mais um espectáculo fantástico, que, durante cerca de duas horas, ininterruptamente, fascinou o público que não poupou prolongadas ovações.

Lucélia Telo, Presidente dos Leões do Ferro, caracterizada de Pinóquio, mostrou-se agradecida e satisfeita com o resultado de mais uma demonstração pública da genialidade de um grupo de bairro orgulhoso de mais de três décadas ao serviço da cultura fafense.


























27 de novembro de 2015

PADRE PRESERVA MEMÓRIAS DO RÁDIO




Pe. Manuel Oliveira coleciona rádios desde a sua juventude e não esconde o fascínio pelas caixas mágicas do som.

Manuel Oliveira nascido em 1948 na freguesia de Travassós, concelho de Fafe, lembra-se bem do seu primeiro contacto com um receptor de rádio, trazido de França por um familiar. Com oito ou nove anos de idade descobriu uma forte atracção por aquelas caixas, com botões, que emitiam música e vozes.



Já no seminário, Manuel criou a sua própria frequência de rádio e confessa ter feito algumas “traquinices” com a sua “invenção”.

Fez um curso técnico de rádio por correspondência e, a partir daí, reparou aparelhos aumentando o gosto pelos rádios que continuava a juntar em sua casa.




“Muitos foram-me oferecidos, outros comprei e alguns tenho pena de não ter conseguido recolher”, revelou Pe. Manuel Oliveira que, religiosamente, guarda na sua residência de Vinhós  cerca de setenta rádios de origem diversa, tamanhos variados, fabricados desde os anos 40 até à actualidade. Uma coleção encantadora, única na região que já integrou várias exposições temporárias em Fornelos, Travassós e cidade de Fafe.



Sendo uma coleção particular, Pe. Manuel não conhece o seu destino. “Quem ficar com a casa fica com a colecção e espero que a preserve e enriqueça”, disse o Pároco que já ofereceu alguns rádios e também não descora a possibilidade de poder vir a doar o acervo a alguma instituição.



No momento o espaço deste núcleo museológico está preenchido e Pe. Oliveira tem dúvidas relativamente à possibilidade de angariar e integrar outros espécimes à colecção que se distribui em várias dependências de uma residência particular, sempre aberta pela generosidade e grande sentido de partilha de um Padre que já dedicou uma boa parte da sua vida à nobre causa da preservação de uma memória quase perdida, de um património impar de inegável valor cultural.



“UM POVO SEM MEMÓRIA É UM POVO SEM HISTÓRIA”
Pe. Manuel Oliveira


Nota: Agradeço a Armando Marques ter viabilizado o acesso a esta colecção; a Soledade Vaz a gentil cedência do seu trabalho de investigação e, naturalmente, ao Pe. Manuel Oliveira pela sua disponibilidade e extraordinária recepção.


Jesus Martinho


26 de novembro de 2015

MUSEU S. PEDRO DE FREITAS


Inaugurado em 25 de Abril do corrente ano, o Museu São Pedro de Freitas está instalado no piso térreo da sede da instituição "Solidariedade Martim de Freitas" e comporta centenas de peças e alfaias agrícolas cedidas por habitantes locais que, assim, enriqueceram a colecção do núcleo inicial, composto por objectos da associação Atriumemória de Fafe.
Armando Marques, principal impulsionador do projecto, garante que em 2016 o Museu terá visitas guiadas para Escolas e outras instituições.
O Museu São Pedro de Freitas pode ser visitado, em horário normal, todos os dias da semana.













18 de novembro de 2015

TELEFONE CHEGOU A FAFE HÁ 84 ANOS



A inauguração oficial do telefone em Fafe ocorreu no Domingo, 25 de Janeiro de 1931, na Estação de Telegrafo Postal, em pleno centro da Vila.
Foi uma cerimónia simples, presidida pelo Eng. Francisco Campos Pereira e o então Presidente da Câmara Municipal, Dr. António Brito.

Em 1932 Fafe tinha 32 assinaturas de telefone: duas cabines públicas, na Estação de Telegrafo Postal e no Club Fafense. Os empresários foram os primeiros a aderir a este melhoramento. Serviços como o Hospital da Misericórdia, Câmara Municipal e Bombeiros Voluntários foram também pioneiros na utilização do Telefone em Fafe que, na altura, não era para qualquer bolsa. A taxa telefónica para Lisboa era de 8$30 por cada três minutos; ligar para o Porto, Santo Tirso, Famalicão, Gaia, Vila do Conde e Póvoa de Varzim tinha o custo de 3$20; para a Figueira da Foz e Coimbra, 5$90; para Braga, 3$20; chamadas para Guimarães e Vizela, 1$50 e finalmente para as Taipas, 2$50, preços considerados muito elevados para este inovador meio de comunicação.

Três anos depois o número de assinantes aumentou em apenas sete utilizadores. Uma década após a inauguração da rede telefónica, Fafe tinha quarenta e três números distribuídos.

Por: Jesus Martinho


31 de maio de 2015

ARTISTA UCRANIANO RADICADO EM FAFE EXPÕE EM GUIMARÃES




Mykola Solovyov, (Nicolai), radicado em Fafe há cerca de 13 anos, volta a expor a sua arte no Café Óscar em Guimarães.
Oriundo da Ucrânia, “Nicolai” dedica-se à arte em diversas vertentes, sendo a pintura a óleo sobre tela o seu refúgio nas horas vagas.
Mykola produziu dezenas de obras, algumas adquiridas por particulares espalhados pelo norte de Portugal. O artista deambula pela paisagem, pelo abstracionismo e pelo retrato, não se deixando prender por um estilo que o caracterize. Nicolai pinta livremente, fiel à sua inspiração e gosto pessoal. O resultado traduz-se em belas composições com uma inteligente aplicação das cores e harmoniosa distribuição dos motivos.   


Autodidata, sonhador inspirado, este artista fafense começou a mostrar a sua obra ao público há cerca de sete anos, contando um número significativo de exposições individuais em Fafe e Guimarães, nomeadamente no Café Óscar, onde é bem recebido, há alguns anos, pelo seu proprietário Manuel Castro um amante da Cultura que no limiar do século XXI teve a feliz ideia de adaptar o seu negócio a galeria de arte instalando também uma pequena biblioteca ao dispor dos seus clientes que passam os livros de mão em mão com marcadores personalizados.  




O Café Óscar é um espaço agradável de memórias com 50 anos de existência. Manuel Castro tomou conta do negócio há 34 anos, no Dia do Trabalhador de 1981. Por ali já passaram inúmeros artistas que marcam as suas mostras de pintura e fotografia com cerca de dois anos de antecedência. O espaço é muito cobiçado também pela generosidade de Manuel Castro que não cobra qualquer comissão aos artistas, ajudando, com o seu gentil trato, a negociar as obras.



A Galeria de Arte do Café Óscar integra actualmente o roteiro cultural oficial da cidade e já foi visada no programa televisivo “SIC 10 Horas”.
A nova exposição de Mykola Solovyov foi inaugurada este domingo, 31 de Maio e pode ser visitada até ao dia 30 de Junho.

Café Óscar

Rua Dr. José Sampaio, nº5

Guimarães




     


12 de maio de 2015

CLUB FAFENSE COMEMORA O 16 DE MAIO


O Club Fafense, com sede em um dos mais emblemáticos imóveis históricos da cidade, vai assinalar o primeiro centenário do feriado municipal em 16 de Maio.
Produtos locais são o mote para um convívio gastronómico em cima da arcada, na Praça 25 de Abril.

Uma iniciativa louvável que promove os saberes e os sabores locais em tarde de centenário. 


8 de maio de 2015

PROGRAMA DAS FEIRAS FRANCAS DE FAFE 2015







FEIRAS FRANCAS 2015
14 A 17 DE MAIO DE 2015

PROGRAMA

QUINTA-FEIRA 14/05

18:00 – INAUGURAÇÃO DAS FEIRAS FRANCAS 2015
ABERTURA DA FEIRA RURAL
ANIMAÇÃO COM BOMBOS E GIGANTONES
Entrada norte do parque da cidade
21:30 – MÚSICA – GRUPO FERNANDO CORREIA E OS CARAMUSCAS
Palco do levante
24:00 – ENCERRAMENTO DA FEIRA RURAL

SEXTA-FEIRA 15/05

08:00 – ALVORADA
11:00 – ABERTURA DA FEIRA RURAL
Parque da cidade
20:00 – ANIMAÇÃO MUSICAL – FADO
Praça dos petiscos
22:00 – MÚSICA – CANÁRIO & AMIGOS
Praça do Relógio
02:00 – ENCERRAMENTO DA FEIRA RURAL





SÁBADO 16/05

08:00 – ALVORADA
08:15 – FEIRA DO GADO CAVALAR
Praça dos Animais
10:00 – ABERTURA DA FEIRA RURAL
Parque da cidade
11:00 – ATIVIDADES DE TREINO E OBEDIÊNCIA CANINA
Jardim do Labirinto
14:30 – DESFILE DOS RANCHOS FOLCLÓRICOS DE FAFE
Praça 25 de Abril
15:00 – XVII FESTIVAL DE RANCHOS FOLCLÓRICOS DE FAFE
Palco do levante
19:00 – ANIMAÇÃO MUSICAL - RUSGAS DE CONCERTINAS
Praça dos petiscos
22:00 – MÚSICA – GRUPOS DE CAVAQUINHOS
Palco do levante
23:00 – MÚSICA – Face B
Praça do Relógio
24:00 – FOGO DE ARTIFÍCIO
24:00 – ENCERRAMENTO DA FEIRA RURAL





DOMINGO 17/05

08:00 – ALVORADA
09:00 – CONCURSO PECUÁRIO DAS RAÇAS MINHOTA E BARROSÃ
Praça do relógio
09:30 – I ENCONTRO REGIONAL DE BOMBOS -
Praça 25 de Abril
10:00 – ABERTURA DA FEIRA RURAL
Parque da cidade
11:00 – DESFILE DOS VENCEDORES CONCURSO PECUÁRIO
Da feira dos animais até à Praça 25 de abril
11:30 – ENTREGA DE PRÉMIOS CONCURSO PECUÁRIO
Praça 25 de abril
14:30 – CHEGA DE BOIS
Junto ao multiusos
15:00 – DESFILE DE FANFARRAS
Avenida 5 de Outubro
16:30 – CORRIDA DE CAVALOS A PASSO-TRAVADO
Junto ao multiusos
19:00 – ENTREGA DOS PRÉMIOS DA CORRIDA DE CAVALOS
Junto ao multiusos
20:00 – ENCERRAMENTO DA FEIRA RURAL

ENCERRAMENTO DAS FEIRAS FRANCAS

FUTURA CASA MORTUÁRIA DE ANTIME PODE PRESERVAR ARTE ROMÂNICA

Conjunto de elementos arquitectónicos no recinto da igreja de Antime



A reedificação da Igreja Paroquial de Antime, entre 1957 e 1969, revelou um valioso conjunto de elementos arquitectónicos que correspondem ao último testemunho do templo primitivo medieval, muito provavelmente, de feição românica (séculos XII/XIII).
Este património móvel, quase milenar, encontra-se exposto no recinto da igreja, exposto à erosão natural e a outros perigos.


Antiga casa e salão paroquial onde vai ser construída a Casa Mortuária.


O projecto da Casa Mortuária da freguesia de Antime está em fase concurso e o pároco Alfredo Saleiro, acredita que a obra vai ter início proximamente.

Seria oportuno quanto louvável aproveitar este tão almejado melhoramento para recolher e dignificar este património sensível, prova inequívoca do “finado” templo medieval.




25 de abril de 2015

OS “OLHOS DE VIDRO” DOS TELHADOS DE FAFE



As clarabóias centenárias de Fafe são testemunho vivo de um tempo anterior à luz artificial. Aqui e ali, enfeitam os telhados da urbe, apontando o céu que emana luzes variadas, tantas quantos dias tem o ano, que, com maior ou menor intensidade, iluminam interiores de antigas casas, mais ou menos nobres, umas salvas, outras periclitantes, entregues a uma sorte que pode ser madrasta.

São ainda muitos os “olhos”, discretamente altaneiros, em Fafe. Talvez, por isso mesmo, carecem de identificação e levantamento sistemático.

As clarabóias antigas de Fafe foram construídas nos séculos XIX e XX e representam um património relevante a preservar, que deve ser estudado, valorizado e divulgado.

A imagem da clarabóia já simbolizou a “Sala de Visitas do Minho”… Mas, mudam-se os tempos, inventam-se outras simbologias, outras imagens de marca, na procura, eventualmente pouco sustentada, da diferença.

As imagens de marca têm de ser legítimas e genuínas, devem ser inspiradas na História e na Tradição…

As nossas claraboias continuam presentes, numa terra que procura mudança…

Não ceguem os telhados de Fafe!

2 de abril de 2015

MANOEL DE OLIVEIRA A PRIMEIRA VEZ EM FAFE

Foto Visão.sapo.pt

No dia em que o mundo  lamenta o desaparecimento do realizador Manoel de Oliveira, recordamos a primeira visita oficial do cineasta à cidade de Fafe. 
Foi no dia 26 de Novembro de 2005 que o mais velho realizador do mundo, participou na  tertúlia, "Cinema e Património", promovida pelo Cine Clube de Fafe,  realizada no auditório da Casa Municipal de Cultura local. 

"A memória é fundamental... A história é fundamental... Tudo o que contribua para o património é fundamental".

"Foram precisos milhões de anos para que o ser humano chegasse à inteligência e ao pensamento... O pensamento é a parte mais refinada da inteligência".

Manoel de Oliveira


Imagens de uma memória que não se perdeu!



 Obrigado  Mestre Manoel de Oliveira
O seu nome ficará, para sempre, ligado a Fafe.

30 de março de 2015

CASA “BRASILEIRA” FOI RESGATADA



Uma das mais antigas e emblemáticas casas da designada "arquitectura brasileira", localizada na Rua Monsenhor Vieira de Castro, na cidade de Fafe, está a ser alvo de recuperação e reabilitação.

O imóvel, datado de 1885, foi recentemente adquirido por um fafense que quer anonimato. Mais um mecenas que, por amor à terra e gosto pelo património, resolveu investir naquele belo edifício histórico, abandonado há vários anos.

“A intervenção terá o cuidado de recuperar e manter a traça original da casa, adaptando-a a uma função muito próxima à da sua origem”, revelou o promotor da obra, que afirmou ainda, depositar total confiança na equipa que escolheu para esta intervenção.

O Gabinete Arq&Art, Arquitectura e Engenharia, concebeu o projecto e acompanha a obra com os técnicos: Gil Soares (Arquitecto), Tiago Ribeiro (Engenheiro) e Edgar Costa (Arquitecto).
O edifício será reabilitado para cinco apartamentos e três parcelas destinadas a comércio e/ou serviços.

A Rua mais “brasileira” da cidade ganha, desta forma, um novo impulso na recuperação do ainda rico património edificado por “brasileiros”, fafenses de torna viagem, que um dia, por amor ao seu torrão natal, investiram parte das suas fortunas no preponderante desenvolvimento de Fafe.



Uma nova luz para a preservação de património "brasileiro"







A propósito deste imóvel, o saudoso historiador Miguel Monteiro, referiu, na sua obra Fafe dos «Brasileiros» o seguinte: "José Luís Mendes de Oliveira e Castro, solteiro, natural de Fafe, encarregou o seu amigo José Florêncio Soares de dirigir a construção desta casa...  
Esta casa, de estrutura vertical, possui paredes grossas, de pedra. e soleiras, ombreiras e esquinas, de cantaria. A fachada, composta de rés-do-chão e andar, onde sobressai a varanda a toda a largura do edifício, estreita, com guardas de ferro, está coberta de azulejos, remata, à frente, com uma platibanda em cantaria".