NAVEGUE PELO BLOGUE

5 de novembro de 2009

FAFE PERDEU O SEU MAIOR HISTORIADOR

Miguel Monteiro


Miguel Teixeira Alves Monteiro é natural da Freguesia de S. Bartolomeu do Rêgo, Celorico de Basto, onde nasceu em 1955.

Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Entre 1989 e 1991 frequentou o curso de “Divulgação do Património Histórico, Artístico, Natural e Etnográfico promovido pelo Centro Nacional de Cultura
Atingiu o Grau de Mestre em História na Universidade do Minho, com dissertação sobre: “Migrantes, Emigrantes e “Brasileiros” de Fafe (1834-1926 – Territórios, Itinerários e trajectórias”, com a classificação de Muito Bom, por unanimidade do júri.
Doutorou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Miguel Monteiro esteve sempre ligado ao ensino, mas a sua verdadeira paixão foi o Património Histórico, nas suas vertentes material e imaterial; O Mestre Miguel tinha enorme interesse pelo imaginário popular, fazendo constantes interpretações ao empirismo.
Lutador, irredutível nas suas convicções, acérrimo defensor do Património, Miguel Monteiro foi, provavelmente o salvador do nosso Teatro-Cinema.
Felizmente para ele, embora já doente, pôde assistir à reabertura daquela casa emblemática, pela qual tanto pugnou.
Dedicado à causa Cultural de Fafe, o Professor Miguel foi o maior investigador da História local, tendo publicado dezenas de títulos dos quais se destaca a sua obra mediática, “Fafe dos Brasileiros”.
Entusiasmado orador, participou em inúmeros colóquios, palestras e Seminários, no país e no estrangeiro.
Miguel Monteiro foi o grande embaixador de Fafe. O seu dedicado trabalho no âmbito do estudo da Emigração, originou a criação de um Museu em plataforma virtual, que em pouco tempo seduziu a comunidade científica internacional e cativou muitas instituições. Com este projecto sem precedentes, Miguel Monteiro espalhou o nome de Fafe por todo o Mundo.

Obstinado, combativo, firme nas suas convicções, hábil investigador e escritor cativante, Miguel Monteiro ficará eternizado na História desta Terra que ele um dia adoptou e defendeu como sua até à exaustão.



O Homem partiu, mas a obra ficou. Fafe saberá com certeza reverenciar esta enorme figura da Cultura local que tanto nos deu.



Fotos de Manuel Meira






3 comentários:

António Daniel disse...

Óptimo texto! Muito devemos ao Miguel.

Fernando Alves Martins Castanheira disse...

Vagueando pela Internet deparei com esta notícia e fiquei incrédulo, consternado, arrasado. Fui colega, amigo e companheiro do Miguel, nos anos lectivos de 1981 e 1982, em que fomos colocados a fazer um estágio de dois anos(profissionalização em exercício) na Escola Preparatória de Bocage em Setúbal.Eu, vindo de Proença-a-Nova, o Miguel vindo de Fafe, lá nos encontrámos, conhecemos e fizemos a nossa formação. Tudo o que é aqui dito sobre a sua personalidade, maneira de ver e pensar o mundo, corresponde inteiramente à realidade. Ao chegar a Setúbal, logo deu nas vistas, tornando-se um agitador de consciências, incómodo para outros,com realce para o património da cidade e respectivas instituições culturais. Qual apóstolo da cultura veio espalhar ideias novas e trazer para o ensino a vertente patrimonial, quase inexistente até essa altura. De ideias muito próprias, defendia os seus princípios e convicções de uma forma muito apaixonada e calorosa.
Há muito tempo que eu tinha vontade de saber do Miguel, de nos encontrarmos, de darmos um abraço, mas... cheguei tarde. Daqui presto a minha homenagem a um grande amigo que foi. Merece que a sua terra não o esqueça e perpetue a sua memória. Os homens vão, mas a obra fica.
Fernando Castanheira

Fernando Alves Martins Castanheira disse...

Vagueando pela Internet deparei com esta notícia e fiquei incrédulo, consternado, arrasado. Fui colega, amigo e companheiro do Miguel, nos anos lectivos de 1981 e 1982, em que fomos colocados a fazer um estágio de dois anos(profissionalização em exercício) na Escola Preparatória de Bocage em Setúbal.Eu, vindo de Proença-a-Nova, o Miguel vindo de Fafe, lá nos encontrámos, conhecemos e fizemos a nossa formação. Tudo o que é aqui dito sobre a sua personalidade, maneira de ver e pensar o mundo, corresponde inteiramente à realidade. Ao chegar a Setúbal, logo deu nas vistas, tornando-se um agitador de consciências, incómodo para outros,com realce para o património da cidade e respectivas instituições culturais. Qual apóstolo da cultura veio espalhar ideias novas e trazer para o ensino a vertente patrimonial, quase inexistente até essa altura. De ideias muito próprias, defendia os seus princípios e convicções de uma forma muito apaixonada e calorosa.
Há muito tempo que eu tinha vontade de saber do Miguel, de nos encontrarmos, de darmos um abraço, mas... cheguei tarde. Daqui presto a minha homenagem a um grande amigo que foi. Merece que a sua terra não o esqueça e perpetue a sua memória. Os homens vão, mas a obra fica.
Fernando Castanheira