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10 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL EM FAFE

Corso ARCO 2008
Carnaval altura de extravasar alegria de forma mais ou menos exuberante, consoante as bolsas e a disposição de cada um. Oportunidade para muitos, de pelo menos um dia por ano, ser ou parecer outra pessoa, outra figura, esconder por detrás de uma máscara as vicissitudes de um quotidiano monótono cheio de contrariedades.
O Carnaval em Fafe tem um passado intermitente, ora passava completamente despercebido ou vinha para a rua em manifestações públicas mais ou menos exuberantes.
Não conhecemos com exactidão como era o Carnaval em Fafe nos últimos anos da monarquia, contudo, pelo que lemos nos periódicos da época, resumia-se a algumas manifestações pontuais de grupos de mascarados que percorriam as principais artérias da vila desse tempo.
Já nos primeiros anos da implantação da Republica, o Carnaval foi aqui grandemente celebrado, com desfiles de máscaras e alguns carros alegóricos, na altura puxados por cavalos. Em Fafe ficaram celebres os Carnavais de 1910 e 1911. Depois veio a guerra e consequentemente a decadência dos festejos carnavalescos que, inclusivamente chegaram a ser proibidos por determinação governamental.
Passariam várias décadas em que, em Fafe, o Carnaval não vinha para a rua. Nos anos vinte, trinta e quarenta do século XX, as manifestações carnavalescas em Fafe, tinham um cariz intimista e até elitista; as brincadeiras familiares ou em grupo de amigos contrastavam com os pomposos bailes de máscaras dos reservados Clube Fafense e Teatro-Cinema.
Vários anos passariam até os fafenses verem passar um corso carnavalesco. Por iniciativa do grupo mais activo da Vila, o grupo Nun’Álvares, em 1959 é retomada a tradição e o Carnaval saiu à rua com um desfile. O mesmo aconteceria no ano seguinte, depois o Carnaval em Fafe decaía e mais uma vez os festejos resumiram-se a bailes e festas mais ou menos particulares.
Durante vinte seis anos Fafe não viu passar o corso carnavalesco. Em 1986, mais uma vez por iniciativa do Grupo Nun´ Álvares o Carnaval foi festejado e o Rei Momo regressou glorioso em helicóptero.
Nos anos seguintes, realizaram-se corsos bem concorridos de público e um número significativo de carros alegóricos rodeados da indispensável sátira politica e social.
Entrámos na recta final do século XX e o Carnaval de rua, passou a fazer-se com a realização de um desfile de crianças das escolas e jardins-de-infância, organizado pelo Município. Foi também nos anos 90 que algumas freguesias passaram a organizar o seu Carnaval de âmbito restrito dentro das suas fronteiras. Fornelos e Antime são por ventura os locais com maior tradição carnavalesca.
Entrava o século XXI e a cidade ficava triste em época de folia, muita gente saía para as freguesias ou para outras localidades à procura de um pouco de diversão. Esta apatia carnavalesca foi quebrada em 2005 com a passagem de um modesto mas muito animado cortejo, organizado pela Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio, que partiu deste lugar e percorreu as principais artérias da cidade. Foi assim iniciada a tradição e a ARCO tem animado o centro de Fafe em terças-feiras de Entrudo, caminhando já para a sexta edição do seu corso carnavalesco a crescer de ano para ano.



1 comentário:

Rui disse...

Adorei a ideia, tudo que promova a terrinha é sempre uma bela ideia. prometo seguir atentamente! sigam também o meu Blog a morar em: http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/