NAVEGUE PELO BLOGUE

8 de dezembro de 2010

”Uma vida que não se questiona não vale a pena ser vivida.”



…”A capacidade de raciocinar é importante em qualquer sociedade democrática"…
Apresentamo-nos e “damos a cara” na magnânima saga da vertigem da aprendizagem – nada é definitivo – na caminhada da busca contínua – sem dá-la por terminada – onde as artes têm um papel, quase di-lo-ia essencial, nessa dinâmica do movimento da dialéctica da vida…
Na Escola ou em qualquer lugar e espaço a arte faz enriquecer a capacidade do jogo da empatia sobre os “pontos cegos”. Colocar-se no lugar do outro, que a literatura, o teatro, a arte, a música poderão ser elementos tão necessários quão essenciais…
Porque deixou de dar-se valor ao “ensino” das artes e às humanidades? A crise da educação – a nível planetário – passa por aí. Ensina-se para a produtividade quantificada onde o memorizar é soberano quase absoluto e o pensar é relativo. Para os que visam lucro” – resultados quantificáveis não é preciso pensar. Pensar irrita quem não pensa.”
Carece-se de diálogo não de um monólogo refém do egoísmo, culto falaz e feroz dum EU, descaído em insegurança que gera violência – colapso de autenticidade dos valores, da linguagem vazia e antropofágica…


…”O elitismo eleva-se acima do vulgar rebanho para além da razão acima da razão relegado para as prateleiras”, banais promíscuas e permissivas dos lugares comuns em vias de apodrecimento na acomodação…
…” É preferível a angustia da busca do que a paz da acomodação”. Diria o poeta, com razão.
Não prestará a arte um bom contributo para a ordem, onde a entropia está a instalar-se? Não incentivará e proporcionará a viagem na alteridade?
…”As artes acedem a um estatuto de pedra de toque do ensino” – sob a lupa da pedagogia introactiva e interactiva partilhada e participativa na “uni multiplicidade onde cada homem é sozinho a casa da humanidade” com “equidade vibracional” numa “relação fusional onde 1+1=1”. ÁGAPE = Festa do amor como nas primeiras comunidades” onde o COMUM tinha força e valor – experiencia colectiva -.


Há que ir, tantas vezes ao fundo da terra ao fundo do mar, ao fundo de nós mesmos, a qualquer fundo ao ventre do Caos = Matéria-prima, agarra-se a ele reinvidicando dele como matéria-prima com a força da resistência a Vida revista e revistada à luz da obra que surge e vai-se fazendo amadurecendo entre a sombra e a luz ou vice-versa.
É deste contraste que o objecto ou figura se destacam e se expressam conferindo-lhes vida e nome próprio e que o olhar de quem vê confirma ou não, aprova ou reprova, mas é preciso que olhe e veja, que reflicta e questione…


J.J.Silva

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