INDUSTRIA FAFENSE NA EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL INTERNACIONAL DO PORTO, 1865


Stand da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, Foto "Torre do Tombo"



O Palácio de Cristal, hoje transformado, foi construído em 1860 por um grupo de capitalistas, com o fito de albergar exposições, sobretudo sobre a industria e a agricultura.
O edifício construído em pedra, ferro e vidro, tinha 150 metros de comprimento por 72 metros de largura e tinha três naves. Arquitectado por Thomas Dillen Jones, o Palácio de Cristal foi inaugurado em 18 de Setembro de 1865.
Para assinalar a ocasião, foi organizada a Exposição Industrial Internacional do Porto e Península, que contou com as visitas oficiais do então Rei D. Luis, D. Maria Pia e o Príncipe herdeiro.

A mostra integrou 3.139 expositores: 499 franceses, 265 alemães, 107 ingleses, 89 belgas, 62 brasileiros, 24 espanhóis, 16 dinamarqueses e ainda representantes da Rússia, Holanda, Turquia, Estados Unidos da América e Japão.
Entre todas estas representações, marcou presença também, um stand da nossa Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, cuja fotografia reproduzimos, lembrando tempos áureos da Industria Têxtil fafense.

POEMAS SOLTOS (1)





                                       Só

Só, no escuro,
Tento ver.
Apanho as palavras
Que voam da tua mão.
Só, estou novamente
A solidão faz parte do ser,
É infinito o mundo
Só, falo para as ruas sozinhas
Como eu falo com o meu coração
Sozinho sem ser desejado.
Só, vivo a vida que não é minha
Só, sinto o coração que meu nunca foi.

Sara Martinho

MULHERES DE ATENAS EM AMTIME


O teatro “As Mulheres de Atenas” vai estar em Antime no próximo sábado, 4 de Dezembro, pelas 21h30, no Salão da referida Junta de Freguesia.

A peça foi encenada e será representada pelo “Teatro de Travassós” que continua a sua actividade, com novas propostas.

Esta é uma iniciativa apoiada pelo sector de Cultura do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de Antime que mais uma vez leva Cultura à sua Terra.

Louváveis estas iniciativas culturais, descentralizadoras, que acabam por ter grande adesão do público, sobretudo local, que assim não tem de se deslocar para assistir a espectáculos.

Sem dúvida um bom sinal de dinamização cultural que já acontece com alguma frequência em algumas freguesias deste concelho.

Já agora, se puder, vá ao Teatro!

O LINHO EM PEDRAÍDO



No concelho de Fafe cultivavam-se duas espécies de planta: o linho de inverno e o linho de verão, sendo o primeiro de reduzida cultura, ao passo que o último estava muito espalhado pelo concelho.
O linho de verão semeava-se em Abril, germina, nasce, cresce, dá uma flor azul clara e uma baguinha redonda cheia de semente «linhaça». Apenas está criada, isto é, quando toma a cor amarelada, arranca-se e leva-se para a ripa ou ripeiro.
O vídeo que aqui partilhamos é o primeiro de outros que pretendemos recuperar de um registo feito em finais do século XX na Associação Cultural e Desportiva de Pedraído que tanto contribuiu para preservar usos e costumes da nossa Terra.

Fonte: Pereira, Maria Palmira da Silva, Fafe, Contribuição para o Estudo da Linguagem, Etnografia e Folclore do Concelho, Coimbra 1952.



LUÍS REPRESAS APRESENTA LIVRO EM FAFE


O Conhecido cantor desloca-se à Escola E.B.2,3 Montelongo, na próxima Segunda-feira 29 de Novembro, pelas 14h00 horas, com o fito de divulgar o seu primeiro livro infantil intitulado "A Coragem de Tição".

Trata-se de uma iniciativa da Biblioteca Escolar no âmbito da promoção da leitura junto dos alunos do 5º e 6º anos. O livro baseia-se numa história marítima com cavalos-marinhos destemidos, tubarões-gato ferozes, peixes-trompete ruidosos, peixes-anjo protectores e muitos mais animais que habitam nos oceanos.
Uma obra que, acima de tudo, permite transmitir que a amizade e o espírito de entreajuda é o caminho para distribuirmos felicidade pelos que nos rodeiam.
à beleza das palavras juntam-se as imagens de Catarina França que dão um colorido especial ao livro.
Uma boa sugestão para o Natal que se aproxima a passos largos.

Fonte: "Correio de Fafe" Cultura
Fotos: Blogue "Papéis e Letras"

UMA VIAGEM PELO ARTESANATO FAFENSE DOS FINAIS DO SÉCULO XX



É rico e tradicional o artesanato fafense por todo o seu extenso concelho, e que de algum modo ocupa muita gente em regime de sobrevivência. É um artesanato feito quase em família, e que vem de gerações em gerações… Talvez quem compre algum chapéu de palha para se resguardar do sol, certamente não calcula que esse seu protector solar fosse feito nestas bandas de Fafe. Mas ele é também atrevido embaixador no estrangeiro, pois é exportado para lá. Mas não são só executados os frescos chapéus de palha; as mãos destes incógnitos artistas fazem também tapetes, revestimentos para garrafas, ceiras para bebé, carpetes esteiras, carteiras…

A arte de trancar palha de centeio está implantada mais em Golães, mas também com forte implantação noutras localidades: Agrela, Serafão, Fareja, Fornelos, Revelhe (que exporta para o país), Estorãos, Passos, Freitas, Travassós, Queimadela, Vila Cova e Vinhós.

Em Queimadela fia-se lã e ovelha e há fabrico de mantas. Em Gontim, fazem-se perucas e capas de burel. Em Aboim funciona uma pequena oficina de carros de bois; Em S. Miguel do Monte, as meias de lâ de ovelha. Em Vila Cova fazem-se cobertores e mantas de cores diversas. Em Várzea Cova fia-se à roca. Em Pedraido tecem-se em velhos teares manuais mantas de burel e capas sem capuz, em lã de ovelha, e mantas de cama. Em Regadas, as bordadeiras executam primorosamente toalhas de mesa em ponto de cruz. São perto de três dezenas que vivem exclusivamente desta produção.

As mulheres de Vila Cova faziam tecelagem de lã e de linho. No lugar de Bustelo tecem-se panos de linho e mantas de trapos.

Em Moreira do Rei, Avelino Rodrigues, do lugar da Feira fazia jugos trabalhdos artisticamente, enquanto em Quinchães, fabricavam-se crivos para cereais e ainda peneiras e ratoeiras, de que se ocupa uma trintena de pessoas, sobretudo no lugar de Casadela. No vizinho lugar de Docim sete famílias ocupam-se a fazer tamancos ou socos, alguns com enfeites muito curiosos. Em Armil, a cestaria tem uma palavra a dizer, sobretudo cestos destinados às vindimas em “aregrilhos”, salgueiro e cana. Em Freitas ainda as mulheres se ocupam em teares manuais primitivos, fazendo dos trapos belas mantas e admiráveis tapetes.



Fonte: Oliveira A. Lopes de, Fafe e o Seu Concelho, Câmara Municipal de Fafe, 1982.





CAÇA AO JAVALI DESPERTA ARTE LATENTE


Dilermando Silva é um apaixonado pelas montarias ao javali e foi lá que descobriu a sua vocação para o artesanato em pele. Sem qualquer formação especifica e com um apurado sentido de observação, Silva é actualmente um artesão credenciado que justifica o seu sucesso pela concepção de um artesanato com utilidade prática.

Dilermando Rosa da Silva é um aficionado das montarias ao javali. Dentro das suas possibilidades económicas, pouco a pouco, foi adquirindo equipamentos necessários á prática das caçadas.

Um dia, há cerca de nove anos, reparou na mochila e no banco de espera de um seu colega caçador, e surgiu-lhe a ideia de tentar, ele próprio fazer aquelas peças, que afinal não eram assim tão baratas.

E assim foi… “ Tinha em casa um bom pedaço de pele e comecei a idealizar os moldes e melhor forma de os conceber. A partir desse momento comecei a manufacturar todos os meus acessórios para a caça”.



Não perca reportagem completa no "Correio de Fafe"
Amanhã nas bancas






ARTISTA PLÁSTICA E MÉDICO LEVAM BORBOLETAS A GUIMARÃES

A artista plástica Carminda Andrade, com fortes ligações a Fafe, em parceria com o médico Filipe Antunes, lepidopterologista amador, levam uma exposição sobre borboletas à Cidade Berço.
A mostra estará patente ao público no espaço qb Arte e Gourmet, com a inauguração marcada para Terça-feira 30 de Novembro, pelas 21h30.
O acto ionaugural contará com um espectáculo musical protagonizado por Filipe Andrade Cerqueira.


CURIOSIDADES DE UMA VILA NO SÉCULO XIX

No século XIX em Fafe já se conduzia sem “carta”!





O jornal “O Desforço” numa sua coluna de primeira página intitulada “Coisas de Fafe” apresenta uma forte critica a propósito da circulação de carros na vila… estamos a falar obviamente de veículos de tracção animal.

O referido periódico afirma a ocorrência de inúmeros acidentes, atribuindo a culpa à inexperiência de muitos cocheiros que “Quasi todos ou todos os dias tranzitam nas estradas d’este concelho guiando vehiculos, que na maior parte não teeem as respectivas habilitações para guiarem carros e que não possuem diploma passado por alguma câmara municipal que os autorise a exercer legalmente o modo de vida de cocheiro”.

“O Desforço diz haver em Fafe “umas posturas que teem a pretenção de cohibir os abusos que aqui e ahi se praticam”.

“Mas ninguém faz caso d’essas posturas”… acusando ainda: “É dos nossos… passesse-lhe a mãosinha pala cara, fazendo-lhe bichinha gata. Não é dos nossos… administração do concelho com elle”.

Lembramos que pelo centro de Fafe daquela época passava a estrada Real nº 32 que seguia em direcção a Caves, notando-se um significativo acréscimo de trânsito em épocas balneares. Pela vila passavam muitos forasteiros com destino a Vidago e Pedras Salgadas.

Ao que parece conduzir charretes e coches puxadas a cavalos sem “carta” já era proibido naquela época.

Fonte: Jornal “O Desforço” 17 de Setembro de 1896”



















DO PEITO PARA A PAUTA


Filho de merceeiro e músico, Clementino Silva herdou do pai o gosto pela música filarmónica, que desde muito cedo começou a interpretar sempre com instrumentos de sopro. A trágica perda do filho Luís Miguel despertou-lhe uma inspiração fora do comum. Sem academia e com a 4ª classe, Clementino é um compositor autodidacta, inspirado, afirmando que a música vem-lhe de dentro. Há 45 anos ao serviço da Banda de Revelhe, apaixonado por música erudita e filarmónica, confessa que também gosta de ouvir um bom fado.

“Sentindo que só esta minha companheira era a única que me poderia devolver a vontade de viver, a ela me dediquei de alma e coração. As melodias começaram então saindo do meu interior como bálsamo que cura uma terrível ferida.
Embora não sendo compositor formado, achei que com força de vontade poderia harmonizar essas melodias. Com esperança que os livros, ao compreenderem a minha dor, me iriam ajudar, corri para eles (livros de composição e harmonia). Sim, ajudaram-me muito.
Com o devido respeito e admiração que tenho pelos compositores (de formação), continuarei, se Deus me ajudar, a trabalhar para que as coisas surjam cada vez mais bonitas.”
Escreveu Clementino Alves Silva, em tom de homenagem ao filho perdido, no seu blogue http://www.clementinosilva.blogs.sapo.pt/

LEIA A ENTREVISTA NO JORNAL CORREIO DE FAFE

AS CORRIDAS DOS 17 DE MAIO EM 1986 E 1993 (O VÍDEO)





Não se conhece a origem das corridas de cavalos em Fafe. No século XIX são referidos concursos pecuários integrados nas afamadas Feiras Francas de 16 e 17 de Maio. Relativamente a corridas não encontramos qualquer referência naquela época.
Provavelmente as corridas de cavalo a passo travado, foram introduzidas no decurso do século XX. As corridas dos 17, como são mais conhecidas, culminam as festas das Feiras Francas.
Inicialmente faziam-se em pleno centro cívico, na Praça 25 de Abril, nos anos 90 chegaram a realizar-se na Av. 5 de Outubro e mais recentemente têm lugar na artéria junto ao Pavilhão Multiusos.
Estas corridas foram sempre muito apreciadas e ainda hoje atraem milhares de populares que vibram com os despiques aguerridos de equídeos e cavaleiros.
Deixamos aqui as imagens das corridas em 1986 e 1993.

CURIOSIDADES DA VILA NO SÉC. XIX (1)

Gravura "Minho Pittoresco" Jornal "O Desforço" 5 Novembro 1896

O RELÓGIO MUNICIPAL

"Não se sabe a quantas anda.
Hoje atrazado.
Amanhã adiantado.
Logo parado.
Hoje sendo duas horas bate dez badaladas. Amanhã sendo meio-dia a sineta repercute quatro badaladas.
É um relógio encantador este dos Paços do Concelho.
Parece mesmo que traduz fielmente o pensar dos nossos vereadores Municipaes.
Não têm orientação fixa.
É um Relógio que só regula a dêdo.
É para isto que a Camara dá 4.500 reis por anno ao individuo encarregado de o ir desconcertar."


O ÚLTIMO SOBREVIVENTE DA FUNDAÇÃO DO NUN´ÁLVARES E SÓCIO Nº1 DA A.D. FAFE



Albino Castro Guimarães, com 95 anos de idade tem uma História de vida ligada ao Associativismo fafense, foi um dos sete fundadores do Grupo Nun’Álvares e é o sócio nº1 da Associação Desportiva de Fafe.

Albino Teixeira Castro Guimarães nasceu em 11 de Novembro de 1915, um ano depois do inicio da Grande Guerra. Numa altura em que Fafe, apesar das contingências, assistia a progressos importantes e via radiar da velha Rua de Cima, novas artérias salpicadas de belas vivendas, muitas delas de inspiração brasileira, mandadas construir por emigrantes de torna viagem que criaram riqueza em Terras de Vera Cruz, oferecendo a Fafe uma filantropia sem precedentes.
Mas o desenvolvimento desta Terra notou-se também ao nível da sociedade, mais instruída, beneficiando de algumas instituições de apoio social.
Foi neste ambiente de mudança que o jovem Albino cresceu até atingir os 17 anos de idade, altura em que foi convidado, juntamente com o seu irmão Eugénio, a fazer parte de uma organização juvenil de ideologia católica à qual deram o nome do Santo Condestável, Nun’Álvares. O Padre Domingos da Apresentação Fernandes foi o mentor e D.ª Maria Guimarães a primeira madrinha do Grupo. Um Grupo que na génese só aceitava rapazes e solteiros, casando tinham de abandonar a organização.
“No inicio o Grupo não tinha a grandiosidade que tem hoje, só se dedicava a actividades religiosas e a fazer alguns espectáculos de teatro que aconteciam no salão paroquial anexo à Igreja Matriz e por vezes no Salão Nobre da Casa do Santo Velho, propriedade do Dr. Miranda” referiu Albino Guimarães.



Pai de Albino Guimarães
Monárquico muito perseguido
pelos Republicanos.
O grupo começou com sete membros mas rapidamente outros jovens aderiram na expectativa de ocuparem o seu tempo livre numa actividade diferente já que na vila de então escasseavam os sítios de lazer.
A vida do jovem Albino, no Grupo, foi curta. Abandonou mesmo antes dos 23 anos, altura em que casou com Isaura de Queirós.
“Numa altura em que era Presidente do Nun’Álvares tive um aborrecimento com o Padre; Um dia o Manuel agrediu um colega e eu castiguei-o, privando-o de frequentar o Salão Nobre durante 15 dias. Acontece que ele regressou passados 3 dias afirmando ter autorização do Abade. Achei que foi uma atitude que desautorizava a Direcção e resolvi abandonar o Grupo”, confessou Castro Guimarães.
Albino Castro Guimarães é sobrinho/neto do grande benemérito, Comendador Albino de Oliveira Guimarães, um dos mais abastados «brasileiros» de torna viagem de Fafe, dos finais do séc. XIX.
Albino confessa nunca ter ligado muito à política, embora fosse nomeado Delegado da Causa Monárquica, por influência de seu pai Manuel Teixeira Castro Guimarães, monárquico convicto, muito perseguido pelos republicanos. Durante quatro anos foi vereador suplente da Câmara Municipal de Fafe; foi vinte e três anos Presidente do Sindicato dos Caixeiros e Presidente do Grémio do Comércio ao longo de nove anos.
Já casado, continuou ligado ao associativismo: foi sócio do Clube Fafense e fundador do Futebol Clube de Fafe. Na época existia também o Sport Clube de Fafe. Deu-se a fusão destes Clubes dando origem à actual Associação Desportiva de Fafe. Albino Guimarães, por sorteio entre os primeiros associados de ambas as equipas, manteve-se até hoje o sócio nº 1 da A.D. Fafe.

Trabalhou na farmácia Moura, nos estabelecimentos de fazendas de Jaime da Silva e José Cândido Mendes Andrade, para depois ser contratado pela antiga Casa das Lobas, onde permaneceu cinquenta e três anos.
Albino Guimarães com a bonita idade de 95 anos, tem uma lucidez invejável e uma história de vida dedicada ao trabalho e ao associativismo que, por seu lado, não o esqueceu, homenageando-o, no caso do Nun’Álvares todos os anos vai cantar-lhe os Reis como prova de amizade e carinho pelo último fundador vivo de um grupo com 78 anos de existência que já atingiu um elevado patamar no universo associativo de Fafe.

PUBLICADO TAMBÉM NO JORNAL "CORREIO DE FAFE, 12 NOVEMBRO 2010

EXPOSIÇÃO DE SERIGRAFIAS DE ZÉ DA LUZ


Esta Sexta-feira 19 de Novembro é inaugurada, pelas 21h30, na Galeria Municipal da Casa da Cultura de Fafe, uma exposição de Serigrafias da autoria de Zé da Luz.
Segundo o artista plástico Júlio Cunha, o conceito de gravura original tem conhecido grande controvérsia ao longo dos tempos, pois gravuras são também as reproduções, as fotografias impressas em jornais e revistas.
A serigrafia, permite assim, que os amantes e os coleccionadores, possam ter acesso a esta Arte e consequentemente à posse de obras de enorme qualidade, de artistas com créditos confirmados.
Manuel José Neves da Luz (Zé da Luz), nasceu em 1952 Amarante. Com 17 anos foi trabalhar para Lisboa para uma serigrafia que pertencia ao pai. Anos depois trabalhou no atelier António Inverno, foi depois responsável pelo Atelier Português de Serigrafia, e posteriormente com o seu próprio ateliê onde editou inúmeras obras de artistas nacionais e estrangeiros, é o serígrafo com mais obra gravada em Portugal.
A presente exposição é constituída por 29 serigrafias, de outros tantos artistas, representativas dos diferentes movimentos artísticos dos anos 60 e 70; artistas do pop art, optical art, minimalismo.
A exposição estará patente ao público até ao dia 3 de Dezembro, de terça-feira a quinta-feira das 9h às 12h30 e das 14 às 17h30. Às segundas-feiras das 9h às 12h30 e das 14h às 20h, e sextas-feiras das 9h às 12h30.
Informação Municipal

UHF TEM LOTAÇÃO ESGOTADA

SEGUNDO FONTE DO MUNICÍPIO DE FAFE
O CONCERTO DOS UHF JÁ TEM A LOTAÇÃO ESGOTADA


HÁBITOS ALIMENTARES NA RURALIDADE FAFENSE DOS ANOS 50

Espigueiro (canastro) de Aboim
Maria Palmira Pereira anotou os costumes alimentares da vida rural fafense, nos anos cinquenta do séc. XX.
“São sóbrios os habitantes do concelho e simples as suas refeições, geralmente em número de quatro: o almoço, por volta das oito horas, consta de caldo e broa, ou de sardinhas ou bacalhau; no verão bebem um copo de vinho ou água ardente; o jantar, às dez ou onze horas, tem um caldo substancial e um prato de presigo; batatas com bacalhau feijão, arroz ou carne de porco; a merenda, às três horas, varia conforme o serviço; bacalhau ou sardinhas, arroz ou simplesmente cebola crua com broa; e a ceia, já há noite no fim dos trabalhos, é constituída pelo caldo e um copo de vinho, quando o há.
A broa acompanha todas as refeições e é o principal alimento do aldeão.
No inverno, usa-se o mata-bicho, pequena refeição, logo de manhã cedo, antes do almoço, na qual tomam um cálice de água ardente e uma bucha de pão… Iguarias só nos dias de festa, no tempo das podas e durante a Quaresma.”
Fonte: Pereira, Maria Palmira da Silva, Fafe, Contribuição para o Estudo da Linguagem, Etnografia e Folclore do Concelho, Coimbra 1952.


VÍDEO DE RECRIAÇÃO





Este Vídeo recria uma ceia antiga. As mulheres prepararam o bolo, as sardinhas, a carne de porco e o caldo verde. Os homens chegaram das lides do campo. Após o farto repasto, fez-se a broa segundo a tradição.
Nesta recriação participaram elementos do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões e foi realizada no inverno e 2003.
Reportagem e edição de Jesus Martinho (Arquivo pessoal)
Música: Manuel D'Oliveira

UM VÍDEO SOBRE FAFE EM 2005






Um pequeno vídeograma, sobre Fafe: modesto, improvisado, mas que passou integralmente na RTP 2, num programa de Margarida Merçês de Melo.

MUNICÍPIO ACABA DE LANÇAR BLOGUE DO ARQUIVO MUNICIPAL



HISTÓRIA DE UM ARQUIVO QUE FAZ HISTÓRIA

Seríamos de todo injustos para com os nossos antepassados se víssemos uma permanente incúria para com o património documental. Com base nesta ideologia, o Arquivo Histórico Municipal de Fafe inicia uma política de divulgação do seu valioso espólio documental. Pretende-se revelar as potencialidades do Arquivo para investigação, facilitando o acesso à documentação a um público cada vez mais diversificado e exigente.

O CARTEIRO

Fotografia - Blog, dias que voam,blogspot.com

"Quando vêmos passar junto de nós um homem de gola vermelha debroada de ouro, sobraçante um sacco de pele, um turbilhão de sentimentos diversos nos acodem à mente.
Esse homem, de aspecto placido e gelido, é o fiel mensageiro da vida e da morte.
Uns o esperam com receio, outros com enthusiasmo... O carteiro é uma esperança ambulante... na mala mysteriosa do correio não se conhecem cathegorias sociaes; ali não ha logares distinctos para os sexos, nem para edades; ali todas as linguas se falam e todas se entendem..."

Fonte: Jornal o Desforço, 1903

3º CONCURSO LUSO-GALAICO "ALBERTINO LUCAS"


Organizado pela Sociedade Filarmóniica Fafense - Banda de Revelhe, decorre este fim de semana, 13 e 14 de Novembro, no Teatro-Cinema de Fafe, a 3ª edição do Concurso Luso-Galaico de Flauta Transversal e Trompete, "Albertino Lucas".
O Concurso tem início às 9h00 de Sábado e decorre até à tarde de Domingo, altura para o Concerto de Encerramento, seguido de entrega de prémios.
Este evento tem o apoio do Município de Fafe, da Academia de Música José Atalaya, Naturfafe e o Patrocínio da Empesa Goldman.

Conheça mais...

FAFE FOI O MAIOR PRODUTOR DE CHAPÉUS DE PALHA DO PAÍS



Nos anos 50 do século passado a trança e a confecção de chapéus de palha correspondiam a uma das mais características indústrias do concelho rural.

Um pouco por toda a região de Fafe muitas mulheres e até crianças, ocupavam-se em fazer trança com colmo de centeio molhado que as artífices colocavam, em pequenos molhos, sob o braço esquerdo, que suspendia também a trança à medida que crescia.

Fazia-se trança a todas as horas, o lavor apenas era suspenso nas horas das refeições ou na necessidade de participar em outra tarefa de lavoura. Antes de o sino tocar para a missa vespertina, já elas moldavam as finas “palheiras” com uma destreza manual alucinante. Seguiam para a Igreja sempre de mãos ocupadas, interrompiam durante a missa e logo na saída retomavam este trabalho muitas vezes ambulante, durante o dia, à noite organizavam-se as «fazidas de trança», serões exclusivamente destinados a este serviço. Existiam várias técnicas de entrançar a palha: francelins, tocas, peixeiras, redilhas e escumilhas.

O produto finalizado era vendido às braças (medida da trança correspondente á distancia entre os punhos de um individuo de braços abertos).

O maior produtor de chapéus de palha, naquela época, era a freguesia de Travassós. Vinhós e Golães foram também lugares importantes nesta indústria.

A trança era cosida à mão ou em máquinas dando forma aos chapéus de palha, de vários tipos e tamanhos que as aldeãs carregavam em grandes pilhas para negociar em feiras.

Fafe era na altura o maior produtor de chapéus de palha fornecendo os quatro cantos do país, fazendo também exportações para vários outros países.

Esta é ainda uma tradição que se mantém em diversas freguesias do concelho, perdeu a importância de outrora. Transformou-se em artesanato. Contudo ainda há quem faça trança e confeccione chapéus de palha, é sempre um complemento para os cada vez mais magros orçamentos familiares. Não será de estranhar que esta actividade venha a crescer nos próximos tempos, no concelho de Fafe.

Algumas das tradições quase perdidas poderão ser retomadas, não para recriação mas como imperiosa necessidade dos que ainda não abandonaram o meio rural.


Fonte: Pereira, Maria Palmira da Silva, Fafe, Contribuição para o Estudo da Linguagem, Etnografia e Folclore do Concelho, Coimbra 1992.

HISTÓRIA DO GRUPO NUN´ÁLVARES PUBLICADA EM LIVRO



No âmbito das comemorações do 78º aniversário do Grupo Nun’ Álvares no serão de sexta-feira 5 de Novembro, o velho Estúdio Fénix foi palco da apresentação do livro “Retratos do Tempo e da Memória”. Uma obra escrita por Alberto Alves que fez uma viagem pela abundante História da agremiação desde 1932, ano da fundação do Grupo.


Antes da apresentação formal do novo livro, a plateia recheada de Nun' Alvaristas apresentou um espectáculo que apesar de “pouco ensaiado” foi do agrado geral.
O Grupo Nun’Álvares é a Associação mais eclética do concelho acolhendo e desenvolvendo um alargado leque de actividades de cariz cultural, recreativo e desportivo. Algumas das secções foram chamadas a actuar nesta sessão onde a solenidade deu lugar a momentos descontraídos e divertidos proporcionados pelo Coral Santo Condestável, Teatro Vitine, Grupo Trauma, onde não faltou também o Fado, o folclore, a patinagem artística e a primeira apresentação pública do grupo de Hip-Hop.

Com algum atraso seguiu-se a cerimónia de apresentação do livro; Manuel Mendes actual Presidente da Direcção do Grupo Nun’Álvares abriu a sessão introduzindo Artur Coimbra convidado para fazer o elogio do trabalho, referindo que “este livro podia ser da sua autoria, pois em tempos fizeram-lhe essa proposta”. Desta vez foi Alberto Alves o autor escolhido que, emocionado dirigiu palavras de agradecimento a todos que tornaram possível a edição da monografia. “Nunca fui Nun' Alvarista mas sempre tive grande simpatia pelo Grupo, admirando muito do trabalho por ele desenvolvido” disse Alberto Alves.


A obra é agora pública e parece corresponder às expectativas de uma associação nascida Há 78 anos que agora pode rever-se e conhecer melhor a sua própria História, recheada de sucessos, altos e baixos, chegando aos nossos dias como uma das mais activas, ecléticas e prestigiadas associações de Fafe.



Certamente que a Cultura fafense seria menos rica sem a existência do Nun´Álvares, determinante em momentos importantes da História deste concelho, organizando carnavais, Festas da Senhora de Antime, Feiras Francas e tantos outros eventos pautados pelo sucesso.
A História desta agremiação funde-se inevitavelmente com a História moderna de uma cidade que reconhece o inquestionável mérito do Grupo Cultural e Recreativo Nun’ Álvares.



O JOGO DO PAU

O Jogo do Pau, explicado na primeira pessoa numa reportagem televisiva, aquando de um Encontro Nacional de Jogo do Pau realizado em Fafe, nos anos 80 do século passado.
Veja o vídeo.





"ZÉ DA MENINA PODE VOLTAR A ABRIR"

Pensão Zé da Menina
O jornal Correio de Fafe de 5 de Novembro, publicou uma interessante peça sobre a antiga pensão “Zé da Menina”. Fechada há oito anos, foi durante várias décadas uma referência gastronómica para Fafe.
Maria Rosa Sousa ultima proprietária do restaurante, foi obrigada a abandonar a actividade por razões de saúde. Ao fim de quase uma década de porta fechada, “Rosinha” continua a receber telefonemas para reservas de mesa. Custa-lhe negar os pedidos e por isso ainda acredita que a situação possa mudar fazendo com que alguém da família possa reabrir a casa emblemática da vitela de Fafe.
Conheça a receita revelada no artigo primorosamente redigido pela jornalista Elsa Lima.
Isto e muito mais no Jornal “Correio de Fafe”.

NÃO PERCA A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA


Quem não tem em sua casa, já um pouco esquecidas, antigas cassetes de vídeo que já caíram em desuso e estão por ventura olvidadas num canto qualquer.
Velhas cassetes VHS e VHSC que muitas vezes registaram os momentos mais importantes de uma familia ou um qualquer outro acontecimento que voçê gravou na sua velhinha camâra ou foi-lhe fornecida por um fotógrafo.

O tempo de vida destas cassetes está a chegar ao fim; elas vão-se deteriorando até não haver nada a fazer para recuperar as imagens.



Já tem cassetes neste estado?
Está na hora de as tentar recuperar!

Não perca os momentos que registou com tanto carinho
Reveja as suas imagens convertendo-as em DVD

Entregue as suas velhas cassetes em boas mãos.

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