NAVEGUE PELO BLOGUE

10 de fevereiro de 2011

IV Encontro de Reis Culminou S. Brás




No passado fim-de-semana, 5 e 6 de Fevereiro decorreram, em Santo Ovídio, as tradicionais festividades em honra a S. Brás. Esta festa é realizada, pelo menos, desde finais do século XIX; relatos da época, dizem-nos que eram muito concorridas e divertidas.

Para além da parte religiosa, o S. Brás era celebrado com “brilhantes” (confetis) que os rapazes lançavam às raparigas. Outras brincadeiras surgiam como uma espécie de prenúncio do Carnaval que se aproxima a passos largos.

Estas, como outras tradições, não têm significado nos dias de hoje, perdeu-se o costume.

Há 115 anos o jornal “O Desforço de 6 de Fevereiro, de 1896, descrevia assim a romaria: “Teve logar domingo, no local de Sto. Ovidio, a romaria de S. Braz, que se venera na capella de Sto. Ovidio.

 

Na véspera, de dia, a banda dos Voluntários tocou pelas ruas da villa e em frente aos paços do concelho, tocando também á noite no local da romaria, aonde se queimou muito e variado fogo.

No domingo, houve de manhã, missa cantada a grande instrumental e sermão pelo rev. Abbade de S. Gens, que discursou, como sempre, eloquentemente, e de tarde musica e arraial, aonde appareceram algumas máscaras e se jogaram os brilhantes”…

Santo Ovídio tem uma associação recreativa e cultural que bem podia recuperar esta tradição, recriando-a.

Nos últimos anos, o S. Brás é celebrado com as práticas religiosas e um Encontro de Reis (fora de época), que já vai na sua 4ª edição.





Na tarde solarenga de Domingo passado, várias centenas de pessoas assistiram aos cantares de reis dos dez grupos participantes: Associação ARCO, ARPIFAFE, Leões do Ferro, Centro Social e Paroquial de Serafão, Grupo Coral de Ardegão; de Guimarães veio o Grupo Musical Top 5, Recita – Grupo Cultural, Grupo dos Amigos de Santa Maria do Souto, Grupo de Jovens de Gonça e Grupo Coral de Aldão.

No intervalo das actuações a Fábrica da Igreja – Comunidade de Santo Ovídio, organizadora do evento, homenageou alguns homens e mulheres pela sua dedicação à Comunidade, recebendo uma “singela mas sentida” lembrança.

As festividades a S. Brás 2011 ficaram também marcadas com a inauguração da iluminação da Capela, há muito almejada e os novos sanitários para pessoas com deficiência e fraldário anexo.



Os responsáveis pela revitalização do magnífico parque de lazer do alto de Santo Ovídio, continuam a fazer o seu louvável trabalho para beneficiar aquele espaço. Lembro, contudo, que o Monte de Santo Ovídio, todo ele, está Classificado como Imóvel de Interesse Público, sob tutela do IGESPAR. As condicionantes de intervenção existem e estão na Lei. Numa altura que se adivinham “pressões” para outros “melhoramentos”, nomeadamente o alargamento do parque para estacionamento, será conveniente não esquecer que naquele agradável outeiro, às portas da cidade, existem as ruínas soterradas de um antigo povoado Castrejo cujas ruínas descobertas na vertente leste estão de novo ameaçadas. Na plataforma superior, contigua ao Parque da Capela existem também ruínas arqueológicas que não devem ser destruídas. Conciliar o desenvolvimento da estância com os vestígios arqueológicos é possível e desejável. Assim queiram os centros de decisão.







Sem comentários: