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23 de fevereiro de 2011

J.J. SILVA 15 ANOS AO SERVIÇO DAS ARTES




José Joaquim Silva nasceu no lugar de Sá, freguesia de Fafe, em 14 de Dezembro de 1941.
Com 12 anos de idade ingressou na Congregação do Verbo Divino, formando-se em Teologia no país vizinho. Foi missionário em Angola e Evangelizador no Brasil, onde permaneceu até 1996. A sua atracção pelo pensamento e expressão artística, levou-o a frequentar cursos de História da Arte e Belas Artes. J.J. Silva visitou países de vários continentes, pesquisando nas áreas artístico-cultural, político-social, psicologia e antropologia.

Regressado à sua terra natal em 1996, começou a dedicar-se ao ensino de arte e pintura, no seu ateliê em Fafe.

José Silva diz não ser um artista, prefere considerar-se um orientador, alguém que “desperta o dom adormecido, encrostado nas paredes do ser, fazendo-o explodir de forma lenta, numa caminhada de busca”.


O Professor Silva acredita que existem múltiplas formas de fazer Arte, para além do desenho e da pintura. No ateliê os alunos ficam entregues à sua imaginação, “com asas para voar através do papel, da tela ou de qualquer outro suporte”; sem esquecer as técnicas que os alunos vão aprendendo ao longo do percurso.

Pelo ateliê das Galerias Belart, em 15 anos, passaram mais de mil e duzentos alunos, que já deram muitas alegrias ao seu “orientador”; “muita gente pinta ora para relaxar ora para satisfazer o seu ego, ou afagar e erguer a auto estima. Esta é uma terapia viabilizada pela forma distinta que J.J. Silva utiliza na relação com os seus alunos.

“Fazer artistas de nome é assunto do mercado da Arte, isso é coisa de galerias, críticos de Arte e de “marchants”, afirma J.J. Silva que diz também não “conceber um artista dissociado da problemática social. Deve haver lugar para todos nesta sociedade cada vez mais disforme, antropofágica e desigual, refém dos donos do poder”.

J.J. Silva confessou sentir alguma mágoa pela falta de mais apoios: “todos os anos fazemos uma mostra colectiva na Casa da Cultura, onde todos mostram o seu trabalho”. Lamenta também não ter sido possível concretizar uma sua proposta que visava unir as Artes Plásticas à Música, na Academia José Atalaya, criando uma escola mista nestas duas vertentes culturais.



Entretanto o ateliê continua a sua vocação de sensibilização e ensinamento das técnicas do desenho e da pintura artística.

“Somos apenas contínuos aprendizes a aprender com a aprendizagem dos outros”…

Este artista e professor de Artes Plásticas tem agora outra missão, coordenar o “Espaço da Memória”, uma iniciativa louvável no âmbito da preservação de uma memória colectiva que a cada dia ganha novos simpatizantes e colaboradores. Um projecto que quer crescer e deve ser acarinhado pelos fafenses que não querem perder as suas raízes.


CULTURA




4 comentários:

Ana Maria disse...

Como sempre... um grande mestre! Parabéns Silva!

Anónimo disse...

PARABÉNS meu nobre amigo.
Abraço saudoso !
Alex - Esquerdinha.

Inês Pandeló disse...

oi, que alegria te ver (mesmo que seja virtualmente)e saber que está fazendo o que gosta e bem como sempre. Beijo, Inês Pandeló

Gilda disse...

Silva, orientando mais de mil e duzentos alunos e assumindo a
nova e significativa missão de coordenar o Espaço da Memória,
você demonstra sua capacidade de trabalho e a vocação de artista e cidadão brilhante.
Parabéns!
Abraços
Gilda