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11 de março de 2011

A UM SÉCULO DA TERÇA-FEIRA GORDA EM FAFE



No número anterior deste periódico reproduzimos o Domingo de Carnaval de 1911 em Fafe.
O jornal “O Desforço” de 2 de Março de há cem anos relata-nos também como foi festejada a terça-feira Gorda na Vila de então.
A manhã acordou sem sol, com alguma chuva que teria desencorajado muitos forasteiros. Mesmo com mau tempo, no inicio da tarde começou a juntar-se muita gente no largo da Vila. Pelas 15 horas alguns carros percorriam o largo “estabelecendo jogo com as damas que se encontravam nas sacadas de algumas casas”… “ao anunciado concurso de paródias carnavalescas concorreu uma estúrdia que se apresentou dentro de um carro ornamentado com originalidade, com diversos utensílios de lavoura e uma música de galos, com um grande ovo do qual saia um pinto. O jury, como não houvesse mais concorrentes, incluiu o terceiro prémio nos dois primeiros, vindo a ficar estes respectivamente de seis e quatro mil réis. O primeiro foi distribuído à Esturdia e o segundo aos Gallitos”
Durante toda a tarde o centro da Vila foi animado com os acordes da Banda de Música do Leonardo.

À noite realizou-se um espectáculo no Teatro, menos concorrido que o de Domingo passado, mas nem por isso menos animado, jogando-se confetis e serpentinas.

“Este espectáculo abriu com uma aphoteose aos artistas, cuja Comissão se achava no palco. Foi então que se ouviu o Hino dos artistas, especialmente composto em Lisboa para ser estreado durante as festas.
Depois foi tocada a “Portuguesa”com uma aphoteose à Republica.
Durante o animado serão foram apresentados diversos números de comédia, récitas e monólogos que arrancaram fortes aplausos da plateia.
Foi assim que há um século, Fafe assistiu a um festejo carnavalesco com muita “Republica” à mistura… a final estávamos a menos de um ano da sua implantação e o entusiasmo pela mudança era grande.

Oportunamente deixaremos aqui novos testemunhos de outros “carnavais”, outros acontecimentos que fazem a História de uma Vila pacata, que tem, ainda, muito por revelar.

CULTURA


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