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7 de abril de 2011

7 DE ABRIL, DIA NACIONAL DOS MOINHOS




Moinho em Gontim
 

Os moinhos são marcas na paisagem de uma cultura tradicional em risco de se perder definitivamente. Seja no alto das serras, das colinas ou outeiros, seja cravado nas fragas de um qualquer ribeiro de montanha ou nas margens de um rio que corre num vale verdejante, estas construções podem ser verdadeiros monumentos que só por si testemunham um modo de vida e um mundo que se extingue rapidamente.

Os moinhos revelam velhas técnicas de construção tradicional e engenhosas obras hidráulicas, cuja actividade está associada a uma economia rural que desaparece progressivamente.

Durante muito tempo, a partir do século XVIII, eram numerosas as famílias que praticavam a moagem e inúmeros os lavradores que tinham direito a moer no moinho comunitário.

A agricultura de subsistência foi-se enfraquecendo e o avanço tecnológico, permitiu, a dado momento, que as famílias moessem os cereais em suas casas, durante todo o ano, foi o advento do moinho ecléctico que afastou muitas pessoas dos moinhos tradicionais, reduzindo substancialmente o negócio dos moleiros.

Em Fafe, como em tantas outras paragens deste nosso Portugal, grande parte dos moinhos estão votados ao abando, muitos deles mal conservados, ameaçando ruína ou já efectivamente arruinados.



Engenho de moagem, Gontim



Os engenhos são saqueados com frequência e as velhas mós que outrora “produziram o pão”, são vendidas para “decorar” os jardins de alguns “burgueses” incultos, indiferentes ao Património e a uma memória colectiva que, por egotismo, desconhecem.


Urge divulgar os moinhos e apelar à sua valorização, antes que eles desapareçam num monte de ruínas e com isso alguns trechos da nossa memória colectiva sejam irremediavelmente perdidos.





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