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26 de maio de 2011

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA


A ideia da construção de um Monumento aos Mortos da Grande Guerra (1914-1918) em Fafe foi lançada pela então designada Junta Patriótica do Norte no ano de 1919. Foi naquela altura que a Câmara Municipal de Fafe delegou numa comissão de fafenses ilustres o encargo de levarem por diante aquele empreendimento. Nomes como Parcídio de Matos, José Summavielle Soares, Florêncio Monteiro Vieira de Castro entre outros, encarregaram-se de fazer uma subscrição por todo o Concelho, que em abono da verdade não teve grande sucesso, acabando por ser a própria autarquia a suportar a quase totalidade dos custos.

O obelisco, com cerca de sete metros de altura, foi desenhado pelo arquitecto Manuel Maria Marques dos Reis em colaboração com o artista bracarense Zeferino Couto que executou o baixo-relevo escultórico e o arquitecto portuense Rogério dos Santos Azevedo.

“Diversos emblemas manuelinos ressaltam da pirâmide finalizando por um conjunto de granadas, depois sobressai o Padrão da Independência, que é formado por uma coluna granítica, monolítica e oitavada, inscrevendo-se no topo das faces uma data significativa, representativa de um século da nossa história, servindo-lhe de capitel um bloco guarnecido com o escudo das quinas, ornado superiormente por castelos”.

O acto inaugural deste monumento ocorreu em 12 de Julho de 1931 por ocasião das Festas do Concelho a Nossa Senhora de Antime. Estiveram presentes os Ministros do Interior e da Guerra, autoridades distritais e locais. Uma força de Caçadores 9 fez a guarda de honra e a Banda de Infantaria 8 animou o acto com outras cinco bandas civis. Calcula-se que à então Praça da Republica, hoje Praça 25 de Abril acorreram mais de vinte mil pessoas, oriundas do concelho de Fafe e de outras terras. Para o efeito foram disponibilizados comboios especiais para transportar os muitos forasteiros que naquele ano tiveram um interesse redobrado em visitar a Vila de Fafe.

Fontes: “Almanaque Ilustrado de Fafe” “Fafe e o Seu Concelho” por A. Lopes de Oliveira
Jornal "O Desforço"



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