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23 de julho de 2011

FAFE CIDADE HÁ 25 ANOS



A 23 de Agosto próximo, Fafe comemora os 25 anos de elevação a cidade, data da publicação em Diário da República (Lei nº 28/86.

O então deputado fafense António Marques Mendes foi o impulsionador da proposta, apresentada e aprovada no Parlamento em 3 de Julho de 1986.

Em reunião do executivo de 4 de Dezembro de 1985 foi emitido um parecer relativo à elevação da Vila de Fafe a cidade. O documento evoca razões de ordem Histórica (com algumas imprecisões), índices geográficos, demográficos, sociais, culturais e económicos. Segundo os censos de 1981 a Vila tinha 9871 habitantes, 2636 edifícios, 2753 famílias, 1967 alunos e 3936 fafenses na vida activa. A cultura o desporto, a saúde, a assistência social, as comunicações, a segurança pública e as actividades económicas foram também sectores enunciados no referido parecer.

A título de conclusão: “Do que fica referido e atestado aos requisitos exigidos pelo art.º 13º da citada Lei, não resta a menor dúvida de que a Vila de Fafe preenche todos os requisitos para a sua elevação a cidade.

Parcídio Summavielle, líder autárquico neste processo disse ao jornal “Correio do Minho” de 4 de Julho de 1986: “Julgo que todos fafenses se devem sentir satisfeitos por esta decisão tomada na Assembleia da República que, a meu ver, representa o reconhecimento inequívoco do progresso que as gestões socialistas conseguiram imprimir ao concelho. A elevação da Vila a Cidade não possibilita, por si só, novos saltos para o concelho, é, antes de tudo, o reconhecimento de uma transformação que aqui se operou, pelo que devemos continuar a progredir”.


O 10º aniversário de elevação de Fafe a cidade teve as suas comemorações “que a muitos passaram despercebidas”. Nos dias 23 e 24 de Agosto de 1996 a Câmara Municipal promoveu uma sessão solene nos Paços do Concelho e no dia seguinte, actuações dos grupos folclóricos de Fafe, Arões, Silvares e o conjunto musical “Face B”.

Esta é uma data Histórica que, na realidade, tem passado ao lado da maioria dos fafenses, denotando, talvez, algum défice de bairrismo…

“Não se comemora porque está tudo em férias”… dizem alguns!




2 comentários:

António Daniel disse...

Jesus Martinho, mais do que a comemoração, dever-se-ia impulsionar mecanismos de discussão acerca do futuro. Muitas coisas correm bem em Fafe, mas se não nos preocupar a essência fundamental da democracia, não vamos longe. Atenção que essência da democracia não está no voto, mas antes em lago mais profundo e que justifica o voto: a falibilidade humana. Ninguém tem o monopólio da razão.

Jesus Martinho disse...

António Daniel, concordo plenamente com a "essência", acho-a inclusivamente, absolutamente VITAL... mas "cadê ela"? Tanto tenho procurado e não consigo encontrá-la!
Obrigado pelo comentário.