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16 de setembro de 2011

LIVRO SOBRE MAJOR MIGUEL FERREIRA VAI SER APRESENTADO EM ANTIME




A segunda edição, revista e aumentada, da obra Major Miguel Ferreira – Uma Lição de Liberdade, do historiador Artur Ferreira Coimbra, vai ser apresentada na sede da Junta de Freguesia de Antime, este sábado, 17 de Setembro, a partir das 21h30.
Promovem a sessão a Câmara de Fafe e a Junta de Freguesia de Antime.
A abrir o evento, regista-se um momento musical com a participação dos músicos Jorge Oliveira Freitas (clarinete) e Liliana Freitas Pereira (saxofone). A sessão será encerrada pelo Coral de Antime.
Sendo a mesma, esta é uma obra diferente, mais rica de conteúdo e de informação, sendo acrescentada com mais meia centena de páginas, relacionadas sobretudo com o capítulo da vida de Miguel Ferreira, relativo à 1ª República (1910-1926).
Indefectível republicano, Miguel Ferreira integrou a Carbonária, onde chegou a fabricar bombas, para colaborar na destruição do regime monárquico. Foi membro da comissão municipal republicana ainda no tempo da monarquia. Logo após o 5 de Outubro, foi Vereador da Câmara de Fafe e depois presidente do Senado Municipal, em 1914.
No quadro do tempo republicano, exerceu por duas vezes o cargo de deputado ao Parlamento, primeiro entre 1911 (em que foi constituinte…) e 1915 e depois entre 1919 e 1921.
Entretanto, foi voluntarioso combatente na Flandres, no final da 1ª Grande Guerra Mundial. De igual forma, foi Comandante da GNR por mais de uma vez e Governador Civil nos meses finais da 1ª República, além de Comandante do regimento de infantaria 20.
Instaurada a ditadura, manteve-se o Major Miguel Ferreira na primeira linha do combate para a restauração das liberdades.
Como resistente, participou activamente na primeira revolta contra a Ditadura Militar (3 de Fevereiro de 1927) e consequentemente, como tantos outros combatentes, foi obrigado ao exílio por alguns anos.
Miguel Ferreira participou depois nos grandes momentos da resistência ao Estado Novo, sendo líder distrital do Movimento de Unidade Democrática (1945-1948) e das campanhas para a Presidência da República do General Norton de Matos, em 1949 e do General Humberto Delgado, em 1958, ano em que foi objecto de uma grandiosa e merecida homenagem nacional, em Braga, a propósito do seu 80º aniversário.
No ano seguinte, teve a coragem de ser o primeiro subscritor do manifesto “Aos portugueses”, vulgarmente apelidado de “Vai-te embora António”, em que mais de duzentos resistentes tiveram a audácia de pedir a demissão do ditador Oliveira Salazar, sujeitando-se às maiores punições, o que não veio a acontecer, por razões de que se fala na obra.

Fonte: Informação Municipal



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