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22 de abril de 2012

VITORINO DEU CONCERTO ÍNTIMO






“Virtuoso e incansável, o cantor da alma alentejana é o retrato de quem sempre viu na música emoções e não modas”



No âmbito dos “Concertos Íntimos” promovidos pelo Município de Fafe o canta autor das planícies alentejanas, Vitorino foi o último artista convidado.

Na tarde de sexta-feira 13, o cantor moderou uma tertúlia com alunos, respondendo, descontraidamente e simpática à curiosidade dos adolescentes. O artista conquistou a plateia e revelou aspectos da sua vida pessoal e artística.



Com 35 anos de carreira, Vitorino falou das suas raízes familiares ligadas à música, no Alentejo que o viu nascer, com uma jovialidade invejável. Vitorino considera-se um cantor de intervenção social e política, ressalvando que, “toda a música é intervencionista, na medida que, de alguma forma, sempre intervém com as pessoas”. Contudo revelou que a sua música, incomoda diversos sectores da sociedade que continua a preferir as “canções que não obriguem a pensar”.





Vitorino começou a cantar nas ruas de França onde trabalhou nos anos 70. Já em Portugal descobriu a qualidade da música portuguesa e, com o apoio da família de músicos, iniciou a sua carreira em 1975. Desde aí nunca mais parou sendo actualmente considerado um dos mais simbólicos artistas portugueses.




Vitorino foi amigo do lendário José Afonso, com quem desenvolveu alguns projectos e confessa ter aprendido muito. À questão sobre o seu visual: roupa preta e boina ou chapéu, o cantador alentejano diz ser uma influência do anarco sindicalismo que o marcou desde a sua juventude.



Concerto merecia mais assistência

No sábado 14 de Abril Vitorino subiu ao palco do Teatro-Cinema de Fafe, acompanhado dos seus músicos: Sérgio Costa ao piano, Rui Alves na bateria, Carlos Salomé na guitarra e Daniel Salomé no saxofone.

Durante mais de uma hora e meia, Vitorino fez uma viagem pelo seu reportório de mais de três décadas, encantando uma plateia incompleta que vibrou e acompanhou em voz alta alguns temas mais conhecidos.






Mais uma vez o cantor recriou canções do Zeca Afonso, em jeito de homenagem, após 25 anos do seu desaparecimento.

Com setenta anos de idade, Vitorino demonstrou, em Fafe, que ainda tem muito para dar à música portuguesa.

Um espectáculo que agradou muito a quem assistiu, que teria merecido sala cheia.

 



20 Abril 2012

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