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6 de julho de 2012

DUAS PROCISSÕES QUE SE FUNDEM DEPOIS DA VÉNIA ENTRE SENHORAS



Não sabemos ao certo quando se iniciou a prática das duas procissões; ou seja a que sai da Igreja Nova de S. José com a Senhora da Misericórdia ao encontro da outra procissão que parte da Igreja paroquial de Antime com a Senhora homónima. É na ponte de S. José que as duas Senhoras se encontram e saúdam curvando-se. Seguem depois em direcção a Fafe num único cortejo. Depois de fazer uma passagem pelos Paços do Concelho, onde autoridades civis fazem a devida vénia às Senhoras, a procissão, uma das mais concorridas da região, segue para a Igreja Nova, de onde regressa, no final da tarde, antes de anoitecer, à Casa de origem.

Actualmente o andor da Senhora de Antime já não pesa trezentos e sessenta quilos e nem sempre os seus carregadores são jovens possantes, muito menos carregam a Senhora para poderem casar. Certo é que os concorrentes para tão árdua tarefa de carregar, de pés descalços, um andor, ainda assim muito pesado, de Antime para Fafe e vice-versa, fazem-no com muita devoção e como forma de pagamento de graças concedidas pela Senhora mais devotada em todo o concelho.
Apesar da  tradição ter sofrido alterações, e poucos serão os que ainda comem o anho assado nesta ocasião, certo é que à romaria da Senhora de Antime que hoje corresponde também às Festas do Concelho, acorrem dezenas de milhares de peregrinos numa manifestação religiosa que se realiza ininterruptamente à pelo menos cento e cinquenta anos.

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