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24 de agosto de 2012

FESTAS DE SANTO OVÍDIO CONTINUAM GRANDIOSAS






A romaria ao alto de Santo Ovídio perde-se no tempo. O conhecimento de um templo anterior à capela actual datada de 1871 pode conduzir-nos a um tempo medieval em que certamente já ali se faziam romagens.

A centenária peregrinação a Santo Ovídio é, desde pelo menos o século XIX, uma das mais importantes romarias do concelho de Fafe, muito concorrida por romeiros oriundos de outras paragens nortenhas. Comboios especiais transportavam centenas de pessoas que, naquela altura, terminavam a viagem no apeadeiro do lugar, ficando assim mais perto da festa.




Nos anos 90 do século XX a Festa de Santo Ovídio entrou em decadência e perdeu o brilho de antanho. Praticamente reduziu-se às cerimónias religiosas, ainda assim muito participadas.

Em 2005, a revitalização da associação do lugar (ARCO) e a renovação da Fábrica da Capela, trouxe uma lufada de ar fresco às festividades que retomaram a popularidade e o brilho de outros tempos.



Em pleno Minho das romarias, as festividades em honra a Santo Ovídio são de novo ponto obrigatório para milhares de peregrinos que, no terceiro domingo de Agosto acorrem ao paradisíaco recinto implantado sobre a acrópole de um antigo povoado castrejo, cumprindo as suas promessas, reencontrando uma festividade com notoriedade.



Noitada e cortejo etnográfico atraíram milhares



A Romaria de Santo Ovídio teve lugar no passado fim-de-semana, 18 e 19 de Agosto com diversidade de atracções pagãs e religiosas.

Apesar do mau momento económico, foram muitos os que em final de tarde de sábado saborearam os petiscos e as bebidas na agradável esplanada do recinto. O Grupo de Bombos da Associação ARCO fez uma arruada.

A noite caiu e o povo juntou-se em redor de uma procissão de velas que este ano não ultrapassou a participação de anos anteriores. Três andores saíram da capela, ao centro o padroeiro Santo Ovídio com a imagem de Nossa Senhora de Fátima atrás e o Santo António à frente. A fanfarra do CNE de Fafe abriu o cortejo religioso. Após contornar o cruzeiro ocasional no centro do largo do lugar a procissão regressou à capela para uma celebração religiosa.





Mais de um milhar de pessoas concentradas no recinto da festa assistiram à brilhante actuação do grupo de dança do atelier da ARCO. Vários temas musicais foram coreografados por crianças e jovens da Associação local.

Seguiu-se o espectáculo, também muito apreciado, pelo Grupo de Concertinas “4 Mens” com as canções da artista fafense “Melaníe” pelo meio. Um intervalo deu lugar a uma vistosa sessão de fogo-de-artifício. A noite terminou com nova actuação dos “4 Mens”.

O domingo começou com a celebração de uma missa solene cantada pelos “Jovens de Basto”, numa capela repleta com muitos fiéis no espaço exterior.




Pelas 15h00 centenas de figurantes juntaram-se junto à entrada da pista de cicloturismo para seguirem depois em cortejo até ao alto do Monte de Santo Ovídio. A abrir o desfile a fanfarra dos Bombeiros Voluntários de S. Mamede de Infesta seguidos por um grupo de figurantes com trajes regionais, o Grupo Regional Folclórico e Agrícola de Pevidém, jogadores do pau da Sociedade de Recreio Cepanense, um grupo de bicicletas antigas organizado pelos “Restauradores da Granja” e, a fechar, o Grupo de Bombos da ARCO.

Muitas centenas de populares aguardavam no recinto pela chegada do cortejo que “arrastou” mais pessoas que encheram o recinto da festa.

Após a imposição de faixas aos participantes no desfile o grupo Folclórico de Pevidém subiu ao palco e pôs muito público a dançar e/ou apreciar o mais tradicional género musical minhoto. Seguiu-se a actuação do Grupo de Cavaquinhos da ARCO que este ano teve direito a uma aparição no programa televisivo da Volta a Portugal em Bicicleta. Ainda em início de “carreira” o Grupo de violas da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio actuou no intervalo do Grupo de Cavaquinos que fechou o espectáculo daquele último dia de festa que culminou com nova sessão de fogo-de-artifício.




Mais um ano de grande sucesso para as festividades em honra a Santo Ovídio que, por dois dias, “exorcizou” a crise ficando a aguardar a tão esperada retoma para maior engrandecimento de uma das mais afamadas festas do concelho de Fafe.



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