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6 de abril de 2013

CARLOS AFONSO NÃO QUER "ANTICORPOS" NAS JORNADAS LITERÁRIAS

                                                                  Foto: Nuno Lopes

«Como Coordenador das Jornadas Literárias de Fafe, sinto correr nas suas veias um pouco do meu sangue que, conjuntamente com o sangue de toda uma multidão, dá vida a tão promissor e necessária construção cultural. As Jornadas são de todos nós e pronto… Por favor, não utilizem as Jornadas para fins para os quais não foram criadas. Não as utilizem como arma de arremesso, pois ao fazê-lo estão a destruir a sua essência e rosto. Não matem esta flor perfumada, que tanto acreditar e esperança tem oferecido aos fafenses de boa vontade…

Eu sei, e seria muito ingénuo ou demasiado atrevido e até louco varrido se pensasse o contrário, que a cultura fafense se esgota nas Jornadas Literárias. Nem pensar. As Jornadas são apenas uma visão diferente que bebeu no muito que tem sido feito e continuará a ser feito por estas paragens. As Jornadas são como aquela avezinha que gosta de bebericar aqui e ali e depois construir o seu ninho com o que de bom existe em seu redor. As Jornadas são como uma árvore florida, que só consegue o seu encanto, porque o terreno em que cresceu é bom e nutrido e as estações do ano lhe foram e são favoráveis. 

 As Jornadas não são minhas nem são tuas, elas são de quem as agarrar e amar… As Jornadas são o que nós quisermos que elas sejam…
 As Jornadas não são o princípio de nada, mas são o tudo que nós quisermos ansiar! Elas cheiram a povo, paisagem, tradição, literatura, broa, sonhos, estrelas, caminhos, arte, trabalho, música, memória e muito mais…
 Neste ano de 2013, as 4ªs Jornadas Literárias de Fafe serão do tamanho do universo que desenha o nosso querer. Unamo-nos em seu torno e trabalhemos pela sua causa. Da minha parte, só lamento não ter mais tempo e forças para lhe dedicar…

Para terminar, e antes que esgote todas as páginas que seria necessário escrever para gravar o que sinto, peço-vos um grito a uma só voz e coração «DE FAFE, COM FAFE, PARA TODOS…»

Carlos Afonso



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