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19 de maio de 2013

FUTURO PARQUE DA CIDADE O VERDE PREVALECERÁ AO BETÃO




O Parque da cidade é um dos mais ambiciosos projectos do Município. As obras de requalificação do vasto espaço que liga a "Feira Velha" a Santo Ovídio iniciou à 17 anos, contudo, só em 2000 a Câmara Municipal  adjudicou alguns equipamentos como o Pavilhão Multiusos que custou mais de 5,2 milhões de euros, o Jardim Central orçado em 3,5 milhões de euros e a Escola de Trânsito que ascendeu a €314.265. A conclusão deste enorme projecto arrastou-se até aos nossos dias, sendo alvo de críticas ao executivo camarário que ambicionava dotar o espaço com outros equipamentos, nomeadamente uma piscina, cortes de ténis, o museu do automóvel, entre outros. A crise económica conduziu ao abandono do projecto inicial e, após uma consulta pública, o Município resolveu simplificar e apresenta agora um novo projecto, mais económico e mais verde cuja memória descritiva deixamos aqui. 




1 - INTRODUÇÃO


 A proposta apresenta uma solução desenvolvida perante uma leitura da área de intervenção, em que forma determina tensões e contradições inerentes a um espaço devoluto, sem funções nem preenchimentos físicos permanentes.

O projeto propõe a consolidação desse espaço como cenário para ocorrências simples, para momentos cuja consistência é apenas a da vivência das pessoas, das suas experiências e das suas emoções.

Muito mais do que impor uma forma, constitui orientação fundamental da presente proposta conseguir sugerir o estabelecimento de relações entre o lugar e as pessoas, e tornar-se, enquanto projeto de espaço público, relevante para a cidade, não pelo espaço físico que ocupa ou pelo carácter impositivo da sua imagem, mas pelo significado que lhe será atribuído pelas pessoas, através do seu quotidiano, através de momentos tão simples como uma tarde passada com os seus filhos pequenos.






2 – ÂMBITO DA INTERVENÇÃO


Modelação do terreno existente, com o intuito de criar um espaço com um declive constante nas orlas e uma zona central mais plana;

Diminuição do impacto visual do talude existente;

Possibilidade do desenvolvimento de atividades lúdicas e desportivas, por exemplo, concertos, eventos desportivos;

Aproveitamento das estruturas existentes na definição dos declives. Através da modelação previstas é possível integrar, por exemplo, os muros no espaço global;

Arborização com espécies autóctones (Carvalhos, Pinheiros, Sobreiros, Vidoeiros, Castanheiros, etc). Cerca de 500 exemplares de árvores e ocupação de 2000m2 com espécies arbustivas;

Criação de um bosque e de um pinhal, como forma de transpor para o parque o tipo de paisagem natural existente, permitindo aos utentes diferentes experiencias sensoriais ao longo de todo o ano;

Inclusão de equipamentos bio-saudáveis num espaço sobranceiro do parque ao longo de um dos percursos;



Possibilidade de prática de vários exercícios físicos de uma forma livre;

Localização entre zonas de sol pleno e zona de sombra, possibilita aos utilizadores optarem por espaços mais ao seu gosto;

Integração de um polidesportivo pré-fabricado para a prática de desportos coletivos (futebol, andebol, basquetebol, voleibol, etc);

Criação de uma bancada, aproveitando o declive existente no local, proporcionando um espaço de descanso e observação dos grupos que estejam a utilizar o polidesportivo;

Criação de percursos pedonais no parque requalificado, com inclinações baixas, que variam entre 6 a 8%;

Definição de vários percursos com comprimentos distintos, permitindo várias combinações de circuito fazendo com que os utentes criem uma “fantasia” de utilização diversificada;

Integração da área das “matas” no conjunto global do parque, através do tratamento dos percursos existentes e a consequente ligação ao espaço requalificado;

Criação de passagens sobre a linha de água existente, em madeira, que permitirá uma interligação entre os espaços mais fluída;



Definição dos acessos à zona das matas com limpeza e aproveitamento dos percursos existentes junto à serração, à escola de Montelongo, à ETAR e criação de um novo percurso e ponto de acesso próximo do estacionamento da escola de trânsito;

Alteração da largura da via automóvel, tornando-a uma via de trânsito condicionado, entre o parque em frente ao multiusos e a escola de trânsito, tornando-a uma via que privilegie a caminhada;

Criação de uma praça multiusos executada com materiais que resultem do levantamento ao longo da via, após a redução da largura da mesma. O trânsito automóvel é permitido em casos extraordinários (eventos, serviços de urgência, manutenção, etc.);

Toda a zona frontal do edifício do pavilhão multiusos ganha dimensão com a criação de um espaço condicionado nas suas imediações, permitindo utilizações diversas do mesmo espaço;
Interligação entre a zona radical, o jardim central e o espaço do parque urbano torna-se mais fluída  não havendo quebras de ligação entre os três espaços. Com esta solução o parque ganha uma nova profundidade;

Definição mais natural do parque, afastando o elemento “automóvel” desta zona, aumentando o sossego dos utentes, promovendo com maior rigor o princípio de natureza pretendido;

Possibilidade de abrir a via aos automóveis sempre que se considere necessário. (eventos, veículos de emergência, manutenção);




 O cruzamento da praça mártires do fascismo deixará de ser um ponto negro no funcionamento de trânsito nesta zona, através da alteração do tipo de acesso que atualmente funciona como “rua” passará a funcionar apenas para servir o parque de estacionamento;

Possibilidade futura de integração do núcleo de Sá no espaço do parque da cidade, com o aproveitamento das suas caraterísticas arquitetónicas.

Criação de dois pontos de chegada bem definidos, com uma linguagem que pretende manter uma unidade visual com o “jardim central” através da adoção da forma circular;

Estes pontos de chegada servirão, de igual forma, como pontos de encontro e zonas de descanso, com a implantação de bancos sobre um piso com diferentes materiais;

Requalificação do espaço no prolongamento da praça Mártires do Fascismo que servirá como “entrada” no parque.

Fonte: Município de Fafe

1 comentário:

Sergio Fernandes disse...

Com todo o respeito, mas estes engenheiros sò sabem fazer projetos com o valor monetario do projeto, ou sò quando existem problemas è que chegam a outra soluçao como esta de momento.
Desculpem là, mas nao è preciso estudar para fazer o que nao foi feito devidamente e pensado como deve ser.
Ideias sao muitas, e tenho a certeza que se pode fazer ainda mais e melhor e ainda mais economico.
Por favor, basta de fazer projetos com que so agradam a poucos mas pensem e ouçam as pessoas da terra do que realmente gostavam de ter, e nao sò.
Abraòos Fafenses