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11 de maio de 2013

MUSEU DE CEPÃES QUASE PRONTO


 

O Museu Etnográfico de Cepães em honra da Senhora de Guadalupe encontra-se praticamente concluído, estando a sua inauguração agendada para o próximo dia 19 de Maio.

Instalado num edifício paroquial, o pólo museológico é fruto do trabalho e dedicação de um cepanense; Abílio Castro, um operário da construção civil aposentado há anos por motivos de saúde, é um artesão da madeira que dá forma a raízes transformando-as em belas peças decorativas. É também um apaixonado pelas tradições e memória colectiva. Ao longo do tempo foi recolhendo peças antigas que, em alguns casos, restaurou e guardou em sua casa. O sonho de Abílio Castro era criar um Museu na sua terra natal, Cepães, onde todos “pudessem usufruir e partilhar raridades e antiguidades”.
 
 
 
Falou com o pároco de Cepães, José Marques Domingues e lançou-lhe o desafio de instalar o preconizado Museu num edifício desactivado junto à igreja. O pároco gostou da ideia e acarinhou-a de imediato, acreditando que o projecto seria mais um atractivo para a freguesia e para o concelho. Abílio meteu mãos à obra e durante 19 meses consecutivos trabalhou generosamente, com afinco, para a concretização de um velho sonho.
 
 
 
Auxiliado mais de perto por Barbosa Leal, outro dedicado cepanense, com o apoio da paróquia através da sua Comissão Fabriqueira e alguns patrocínios, o artesão das raízes afirmou: “os cepanenses ultrapassaram as minhas espectativas, cedendo muito mais peças do que eu imaginava. Temos aqui material que estava morto e agora ganhou vida”. Mas nem tudo foi fácil; “ouve alturas que desanimei, algumas promessas demoraram, outras não foram cumpridas e confesso que fiquei desesperado. Tive pessoas que disseram que me apoiavam e não ajudaram em nada”, desabafou Mestre Abílio que, apesar das adversidades, não desistiu, afirmando: “hoje voltava a fazer o mesmo para concretizar a obra mesmo sabendo que o meu lucro foi gastar gasolina e estragar o meu automóvel”. Abílio Castro bateu a muitas portas numa missão de resgate de velhos objectos e artefactos que agora compõem o Museu Etnográfico de Cepães, instalado em dois pisos e um terraço.



No preciso momento que o “Notícias de Fafe” fazia esta reportagem, surgiu Aurora Carneiro, uma vizinha que transportava uma antiga máquina de escrever e um pequeno pipo metálico para oferecer ao Museu. Testemunhámos e registámos este momento e o rosto de grande satisfação de um cepanense que dedicou e continuará a dedicar parte da sua vida à “menina dos seus olhos” que, a partir do dia 19 de Maio, passará a ser mais um equipamento cultural da freguesia que certamente orgulhará a comunidade cepanense.

Abílio Castro conseguiu angariar muitas centenas de espécies museológicas, representativas de um passado recente do qual só os mais velhos têm recordações. Os mais novos vão poder conhecer aspectos do quotidiano de outrora com forte incidência numa ruralidade perdida que, durante séculos, caracterizou uma terra com muita história, devotada à Virgem protectora dos agricultores a Senhora de Guadalupe, agora também, patrona do segundo Museu Etnográfico do concelho de Fafe. 
 
 

1 comentário:

jose vieira disse...

olà eu jose Vieira estou muito orgulhoso por tudo o que fazem na minha terra cepães.Parabens por este museu e agradeço a todos aqueles que contribuiram para isto se realizar principalmente a minha mãe com o seu tiar. Felicidades de jose Vieira em paris fraça. josevieirabelide@hotmai.fr