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9 de junho de 2013

O LEILOEIRO DE CEPÃES





A festa em honra da Senhora de Guadalupe, em Cepães, é precedida de um cortejo de oferendas com o objectivo de angariar fundos para as festividades do primeiro fim-de-semana de Junho.
Dos lugares de S. Tiago, Gaia e Devezinha desfilam carros alegóricos, transportando, alguns, as prendas oferecidas pelos moradores. Aparece um pouco de tudo e tudo é leiloado no final do cortejo, no “terreiro” da freguesia, junto à centenária capela da Senhora de Guadalupe.



António Freitas, ex- maquinista dos Caminhos-de-ferro, ainda do tempo das locomotivas a carvão, é leiloeiro há cerca de quatro décadas. “Só me lembro de ter falhado uma vez por motivo de saúde, cheguei a perder dinheiro do serviço para leiloar as prendas”, revelou António Freitas, um cepanense que ama a sua terra e gosta do que faz, “é a minha forma de ajudar para a festa da Senhora”, disse o leiloeiro de longa data que confessou já ter oferecido uma carga de madeira que finalmente comprou por 100 euros.





Nos últimos anos as prendas para leilão são menos abundantes mas, mesmo assim, continuam a dar uma verba significativa, informou António Freitas, que explicou utilizar alguns “truques e brincadeiras” para provocar o despique e aumentar o preço das prendas que, muitas vezes, “são arrematadas pelos próprios doadores”, disse o leiloeiro António que tem vontade de continuar por muitos mais anos a desempenhar o seu papel na angariação de dinheiro para a maior e mais concorrida festa da freguesia de Cepães.







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