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18 de julho de 2013

AS CORES DA CONFRARIA DA VITELA ASSADA À MODA DE FAFE


A Confraria da Vitela Assada tem como antecedentes o I Festival Gastronómico “Vitela Assada à Moda de Fafe” realizado em 2000 e que teve como objecto fixar o método e as técnicas de confecção do receituário e que passam pela utilização como matéria-prima da vitela de raça barrosã, galega ou cruzada; a apresentação da vitela em naco; a cozedura da vitela e da batata, em simultâneo e lentamente, em forno a lenha, de forma a resultar o aspecto “tostado”; a textura do molho com teor médio de gordura e o tempero não muito forte, uma marinada de vinho verde tinto, louro e uma ligeira utilização das pimentas.

Só 13 anos depois, por influência da Comissão Organizadora das 4ªs Jornadas Literárias de Fafe, o Município de Fafe, através da Naturfafe, foi possível avançar e levar a bom porto esta iniciativa de valorização do principal prato gastronómico fafense.

De referir que a insígnia da Confraria da Vitela Assada, constituída pelo seu logótipo, tem como cores base os castanhos, da cor “tostada” da vitela assada ao sair do forno ou da vara de pau de marmeleiro, a simbolizar a actividade pastorícia de gado bovino e o vara pau utilizado no tradicional jogo do pau; os amarelos, que representam o dourado das batatas, que acompanham toda a cozedura da vitela, no forno de lenha e a tonalidade do pão de ló, também ele cozido no forno a lenha e, finalmente, o vermelho rubi, que representa a tonalidade do vinho verde tinto de Fafe e o avermelhado das “pingadeiras” de barro onde se assam, lentamente, a vitela e as batatas.




A indumentária dos confrades é constituída pela capa (castanha e amarela), o chapéu (castanho), o escapulário (tom de prata), com colar de pele castanha e a vara, com a tonalidade do pau de marmeleiro, representando o pau que os pastores usavam para tanger o gado e também o instrumento habitual na prática do típico jogo do pau fafense.

A vitela assada é o prato típico das quartas-feiras em Fafe, bem como das feiras francas de Maio, estando já referida a sua utilização na gastronomia local nas últimas décadas do século XIX, pelo menos.



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