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25 de julho de 2014

“SANTO ROCK” EM TOM DE RETROSPECTIVA








O “Santo Rock” organizado pela Associação ARCO de Santo Ovídio teve a sua génese na sexta-feira, 30 de Julho de 2010, altura em que, integradas no Encontro Motard, “O Verdadeiro Sapo”, subiram ao palco do recinto do alto de Santo Ovídio, três “bandas de garagem”: Os “Darck Memori” de Guimarães; “Weird Blend” de V. N. de Gaia e “2+ Reason” vindos de Celorico de Basto.
Pela noite dentro os DJS “Batata” e “Márcio Aka” (DJ Bat) animaram o público presente.
Desta forma nascia o Festival “Santo Rock” cujo mentor foi Fernando Horácio Lobo (Xana), uns dos mais influentes e activos membros da Associação ARCO.




Com “staff” bem definido e organizado o festival de música “Santo Rock” apresentou a sua primeira edição exclusiva nos dias 22 e 23 de Julho de 2011.
A primeira noite foi dos “Sorte Nula” de Felgueiras, seguindo-se o grupo local “Progeto Aparte” e a banda bracarense “Stolen Tunes”.
No sábado era esperado o grupo fafense “Estróna” que acabou por não subir ao palco. Coube às bandas “Caxcub” de Lixa e “Werd Blend” de V. N. de Gaia preencherem a noite.
Esta primeira edição do “Santo Rock” teve também a colaboração dos DJS “Bat” e “The Konectors”.
Atingia-se, neste festival, um novo recorde de chamadas telefónicas para o posto local da GNR…Incompreensivelmente, muitos moradores na área circunvizinha, ainda não tinham reparado que o som do Rock não é mais incomodativo que os estridentes foguetes de romaria e um qualquer grupo de “música pimba”…




O entusiasmo à volta do “Santo Rock” era crescente e em 2012 a organização levou sete bandas a palco.
Em 27 de Julho os “Imploding Stars” das Taipas abriram uma longa noite de Rock que contou ainda com os concertos da Banda fafense de tributo aos Nirvana, “In Útero” e os “Muzzle” também de Fafe.
A noite de sábado 28 foi preenchida com os “Hellord” vindos de Arco de Baúlhe, os famalicenses “Ráphia”, “Last Chance” de Guimarães e a fechar os “Rock Poets”, também oriundos da Cidade Berço.
Na altura repetiram-se as queixas com cerca de trezentas chamadas telefónicas para a GNR!…



As dificuldades eram muitas, a crise económica estava instalada e a organização deste Festival, mesmo sem apoios de monta, lá conseguiu tirar da cartola as seis Bandas que fizeram cartaz em 2013.
Neste ano, em 26 de Julho, o belo recinto da Capela de Santo Ovídio assistiu à actuação dos “Days of July” de Braga, os repetentes “”Muzzle” de Fafe e os “Vicio M” vindos do Porto.
A noite seguinte foi protagonizada pelos “Varsóvia” de Marco de Canavezes, os também repetentes “In Útero” de Fafe e a banda “Vespa” de Vila do Conde.
A festa prolongou-se até muito cedo com a música electrónica dos DJS “Bat” e “André Nogueira”.
Apesar de tudo, menos reclamações junto das autoridades!





E foi num ápice que o Festival de Música “Santo Rock” atingiu a sua quarta edição em 2014. Alguma tenção e alteração dos corpos gerentes da Associação Recreativa e Cultural de Santo Ovídio parecem ter incutido ainda maior vitalidade ao “staff” e o “cardápio” foi excelente.
Na sexta-feira, 18 de Julho, os “Fios de Raiva” de Santo Tirso inauguraram o Festival, seguidos pelos “Gumafloyd” de Guimarães e os “Blackstone!” de paços de Ferreira.
A chuva teimou em cair sobre Santo Ovídio, mas, ainda assim, não conseguiu estragar a festa do Rock.
No segundo dia do evento, mais três Bandas: “Novo Reino” de Amarante, os fafenses “Slavecrowd” e os vimaranenses “Black Burn Hate”.
Como habitualmente no final dos concertos em palco, a música eletrónica tomou conta do espaço com os “Tripany DJS” de Celorico de Basto e as produções “FTF”.

Mas o Santo Rock não é só música. Durante os últimos 4 anos tem campismo gratuito e a participação de artesãos, doceiros e outros artistas que ocupam as barraquinhas, dando ainda mais vida ao Festival, proporcionando um salutar convívio entre os milhares de espectadores que já assistiram ao “Santo Rock”, a custo zero!

Desde a sua “tímida” aparição em 2010, ao longo de cinco anos, invariavelmente em Julho, o alto de Santo Ovídio “rockeiro” já recebeu 24 Bandas diferentes, oriundas de toda a região Norte, em mais de 20 horas de concertos de palco, assistidos por uma média de 500 pessoas por ano.

As estatísticas e os números valem o que valem… Contudo, são importantes para avaliar o indiscutível sucesso deste Festival de Música que dá pelo nome e “Santo Rock” e é já uma  referência no roteiro dos Festivais de Rock do Norte de Portugal.

Até 2015!



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