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24 de fevereiro de 2015

QUINTÃ DA LUZ UM TESTEMUNHO DA NOBREZA FAFENSE

Brasão de armas, século XIX


Santa Comba de Fornelos ou simplesmente Fornelos é uma freguesia com profundas raízes históricas. Vestígios arqueológicos atestam a sua ancestralidade que remonta à pré-história recente.

Já no século XIII, encontramos as primeiras referências documentais a “Sancta Collomba”, que alguns investigadores relacionam com D. Fafes Luz, alferes do Conde D. Henrique, governador do Castelo de Terras de Lanhoso (1110-1115).

Em 1726 o historiador Xavier Craesbeck faz referência à Quintã da Luz como sendo uma propriedade fundiária com raízes medievais. Uma observação superficial do que restou da Quintã da Luz, leva-nos a ponderar que a torre armoriada no centro do edifício e algumas pedras de aparelho arcaico dispersas nas estruturas envolventes, podem significar uma origem mais recuada no tempo.

A estrutura habitacional e seus anexos, claramente do início do século XVII, com intervenções nas duas centúrias seguintes, podem ter-se desenvolvido em redor da torre, aparentemente mais antiga.


Torre ameada e armoriada da Luz


Os Fidalgos da Luz, são descendentes de Reis Godos, aparentados com a mais nobre estirpe portuguesa.

 A família Teles de Menezes foi das mais abastadas do Minho.
No século XIX, o Dr. José Peixoto de Magalhães e Menezes tinha fortes motivos para se orgulhar dos seus antepassados, nomeadamente do bisavô, António Peixoto Teles de Menezes Leite, a quem D. José I concedeu brasão de armas em reconhecimento dos serviços prestados à nação.
No último quartel do século XIX, o “Fidalgo da Luz”, detentor de avultada fortuna, era uma das mais ilustres figuras do Minho.

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